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O que é um conselho consultivo e como implementá-lo na sua empresa?

A qualidade na tomada de decisões muitas vezes é o que condiciona o sucesso de uma startup. Por meio de um conselho consultivo, você não só otimiza esse processo, como também o torna menos enviesado. Evidentemente, a administração de um negócio vai muito além das escolhas do empreendedor. Contudo, diante de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, os rumos da gestão estratégica acabam ditando o potencial de ascensão das empresas. Por mais que ninguém conheça uma organização como seus sócios, as lideranças não precisam enfrentar seus desafios sozinhas. Na verdade, quanto mais visões e experiências atuam em prol da companhia, mais ágil e assertivo é o seu crescimento. Sabendo disso, criamos este artigo para esclarecer o que é um conselho consultivo, quais benefícios ele pode agregar à sua startup e como você pode implementá-lo de maneira eficiente. Acompanhe.  Conselho consultivo: Porque devo implementá-lo?  O conselho consultivo, como o próprio nome sugere, serve para prestar apoio à gestão do negócio. Ou seja, ele analisa suas questões administrativas, presta consultoria à tomada de decisão e contribui para a gestão estratégica. Sua formação é facultativa. O quadro de membros, que não tem poder deliberativo, deve ser formado por profissionais experientes e qualificados em diferentes áreas relevantes para a empresa. Por meio de encontros periódicos, normalmente mensais, esses especialistas avaliam as questões pertinentes ao gerenciamento da organização e prestam orientações às suas lideranças e sócios.  Inclusive, essa é uma importante diferença entre conselho deliberativo e conselho consultivo. Ambos geralmente são confundidos, mas o primeiro define normas e condutas que necessariamente devem ser seguidas, enquanto o segundo oferece apenas orientações. Assim, o papel desse conselho na empresa é oferecer direcionamentos, recomendações e mentorias sobre o mercado, boas práticas de gestão, estrutura organizacional, resolução de problemas e tudo mais que for pertinente ao negócio. Evidentemente, contar com um órgão consultivo interno faz toda a diferença para que a empresa acelere seu crescimento, consiga cumprir suas metas com qualidade e garanta rumos mais assertivos no mercado.  Junto disso, as variadas experiências dos membros do conselho proporcionam um olhar mais diverso e amplo. Somada à atuação dos decisores, essa visão garante uma abordagem mais apurada, sensível e inovadora sobre a empresa. Qual o seu impacto na minha startup?  Em grande parte das empresas, os líderes muitas vezes não têm com quem compartilhar suas incertezas, desafios, ideias e preocupações. O papel do conselho consultivo é justamente garantir que isso não ocorra. Entre seus impactos mais significativos, destacam-se:  Auxilia o sócio em um olhar mais assertivo Quando há um time experiente e qualificado, com liberdade e franqueza para dar apoio aos sócios e gestores, as decisões tornam-se mais claras e a visão sobre o negócio fica mais completa.  Além disso, como qualquer profissional, toda liderança possui seus próprios pontos fortes e fracos. O conselho consultivo ajuda a identificá-los, contribuindo também para o desenvolvimento contínuo dos tomadores de decisão. Leia também: Deveres e responsabilidades do administrador nas sociedades Novas ideias e estratégias Por falar nas forças e fraquezas, é normal que as pessoas não consigam enxergar os maiores gargalos ou os pontos ideais a serem aprimorados em suas competências. Com mentorias francas, há mais chances de os líderes expandirem seus horizontes. Até porque, os empreendedores tendem a fixar-se em fórmulas próprias. O papel do conselho consultivo é agregar novas experiências, para que a administração saia do “lugar comum” e encontre caminhos mais ágeis, eficazes e seguros para prosperar. Você também pode se interessar: 4 benefícios dos smart contracts para as empresas Criação para o processo de governança Sabendo para que serve o conselho fiscal e administrativo, você certamente concorda que é essencial construir uma sólida cultura de governança. Afinal, é isso que garante uma gestão de excelência, mais confiável, transparente e eficaz. Antes de constituir qualquer outro conselho interno, é recomendado montar primeiro um time consultivo. Assim, é mais fácil padronizar os processos e estipular boas práticas para gerenciá-los.  Confira também: Como elaborar uma Política de Cookies de acordo com a LGPD? Network  Por fim, uma das vantagens mais evidentes do conselho é o networking. Afinal, os especialistas que compõem a equipe formam uma rede importante de relacionamentos para o negócio, que ampliam suas oportunidades. Depois de conferir os principais benefícios, você deve estar se perguntando como criar um conselho consultivo. No próximo item, conheça as etapas fundamentais para estruturá-lo na sua empresa. Você também pode gostar: O que é e como funciona a Política de Privacidade? E como aplicar em minha organização?  Tenha em mente que não existe uma única fórmula para implementar o conselho consultivo. Na verdade, você deve adequar sua criação à realidade e ao perfil da sua empresa ou até aplicar o conceito para otimizar os métodos gerenciais já existentes.  Por isso, ao invés de apresentar um passo a passo para criá-lo, abaixo elencamos alguns cuidados e práticas essenciais para que você consiga garantir sua eficácia, independentemente do modelo adotado. Confira:  Aposte em perfis diversos Para que o conselho consultivo atenda aos objetivos propostos, é imprescindível que ele seja diverso. Além disso, é essencial que os membros sejam experientes, com vivências variadas no universo do empreendedorismo. Além de recrutar profissionais de diferentes áreas pertinentes para o negócio, também é importante ter pessoas de diferentes idades, gêneros e raças. Isso contribui para uma visão mais disruptiva e menos enviesada dos desafios gerenciais.  Tenha um regulamento claro Mais que compreender a situação da empresa, o conselho consultivo também precisa conhecer as expectativas da gestão. Portanto, você precisa deixar claro o que espera dos membros. Para isso, o ideal é criar um regulamento.  O documento deve prever a periodicidade das reuniões, o tempo de permanência dos consultores, critérios de avaliação de desempenho, modelos de trabalho da equipe, a existência ou não de remuneração, entre outros pontos para nortear as ações.  Veja também: Qual a importância do Memorando de Entendimento para a sua Startup? Permita liberdade para criação Lembre-se que o principal objetivo do conselho consultivo é propor melhorias e transformações em prol do negócio. Isso só é

O que é KYC e qual a importância para sua startup?

Toda organização precisa conhecer bem os seus clientes para conseguir crescer de maneira sustentável. Ao contrário do que muitos acreditam, a importância desse conhecimento vai muito além da parte comercial. Por isso, é essencial ater-se às práticas de KYC. A sigla se refere ao termo “Know Your Client”, que significa “Conheça seu Cliente”. O conceito propõe uma compreensão aprofundada sobre os consumidores, com foco na construção de uma relação mais transparente. Quer entender melhor o que é esse procedimento, como ele se relaciona à política de compliance e governança, além dos impactos que pode gerar à sua startup? Confira tudo o que você precisa saber sobre o tema a seguir.  Primeiro passo: O que significa KYC?  É importante ter em mente que o processo se refere a um conjunto de práticas e estratégias usadas pelas companhias para agrupar o maior volume possível de informações sobre seus clientes. O grande objetivo é avaliar o risco das escolhas desses compradores. A partir disso, a empresa consegue assegurar mais qualidade e segurança durante seu atendimento. Entre as possibilidades que o conceito oferece, destacam-se: Avaliar a aderência de determinados perfis aos produtos e serviços ofertados; Confirmar a identidade dos seus usuários e evitar falsidade ideológica; Identificar perfis fraudulentos; Analisar suspeitos de envolvimento em práticas de lavagem de dinheiro; Garantir que as fontes de renda do consumidor são legítimas; Entre outras. Como você pôde ver, o KYC é usado principalmente por indivíduos jurídicos expostos a crimes financeiros. Esse é o caso das grandes organizações, startups, fintechs, instituições financeiras, entre outras.  Na legislação brasileira, o procedimento é regulado pela Lei 9.613/98 (Art. 10º, que trata sobre a prevenção no uso do sistema financeiro para fins ilícitos) e pelo Normativo SARB 011/2013 da Febraban (a partir do Art. 13º).  Como o KYC se relaciona com a compliance e a governança corporativa  Como você verá a seguir, o KYC agrega inúmeras vantagens aos negócios. Contudo, o principal resultado da sua aplicação é o fortalecimento do compliance e da governança corporativa. Basicamente, a governança engloba todas as práticas necessárias para solidificar a empresa. O que alinha seus interesses aos de todos os stakeholders internos e externos, bem como aos dos órgãos de regulação e fiscalização. Já o compliance se refere à conformidade propriamente dita, tanto com a legislação, quanto com os regulamentos do negócio. Seu foco está na promoção de uma cultura transparente e ética, que visa adequar processos e prevenir riscos. Podemos dizer que, apesar de diferentes, os dois conceitos se completam. Afinal, juntos eles agregam mais confiança, responsabilidade e legalidade à gestão, favorecendo seu posicionamento no mercado. As políticas desses segmentos e podem envolver inúmeras ações. O KYC visa estruturar todas elas. Seu foco está na identificação das informações necessárias para garantir o cumprimento da lei sob a perspectiva de monitoramento dos consumidores. Acompanhe também: Entenda o que é ESG e o desafio de aplicar em startups Qual seu impacto na minha startup?  Conforme citado, entre os principais ganhos gerados pelo procedimento, está a conformidade da empresa com as normas e legislação, bem como o alinhamento de boas práticas entre seus stakeholders. A partir dessa questão de conformidade, a implementação do Know Your Client ainda gera outros benefícios estratégicos. Entre os principais, destacam-se:  Prevenção a riscos de vazamento de dados Por mais protegido que seja o banco de dados de uma empresa, sempre há riscos de fraude financeira, vazamentos de registros, transações ilícitas, entre outras ameaças que prejudicam as operações, comprometem o compliance e afetam a imagem do negócio. Mais que mitigar esses problemas, o KYC é voltado à sua prevenção. O foco está em monitorar a coleta de dados dos compradores e otimizar a análise de suas transações, cruzando informações e padrões que permitam agir de maneira preditiva contra vazamentos.  Confira também: Qual a importância do Memorando de Entendimento para a sua Startup? Otimização de lucros Por meio da supracitada análise de risco e sua prevenção, a corporação minimiza suas chances de prejuízos com fraudes e outras irregularidades. Inclusive, esses riscos deixam de ser repassados na forma de taxas e juros.  Dessa maneira, os lucros são otimizados. Afinal, ao mesmo tempo em que elimina desperdícios de recursos financeiros com situações irregulares. Mapeamento de nicho de clientes As práticas de KYC não são restritas à governança e ao compliance. Na verdade, entender as pessoas físicas que formam a base do empreendimento é essencial para guiar todas as suas ações. Isso vai desde o marketing, até o atendimento e vendas.  Com um perfil delimitado de novos consumidores, há mais assertividade para aprimorar as interações da marca, engajar o público, melhorar a qualidade de serviço, entre outras melhorias que contribuam para a retenção e fidelização da clientela. Leia também: As implicações jurídicas em torno das SPACs O KYC junto a lei de proteção geral de dados  É praticamente impossível negligenciar o papel da tecnologia com o KYC. Afinal, a automação hoje torna o processo mais rápido, assertivo e acessível. Após realizar a classificação de riscos, os sistemas automatizados apontam e detalham o grau de risco do usuário, apontando se é viável ou não liberar o acesso a determinados produtos. Além disso, o procedimento aliado às novas ferramentas permite mapear o perfil dos nichos de atuação com precisão. Assim, determina quais soluções se adequam às suas demandas e auxilia na definição de ofertas bem-sucedidas.  Apesar das inúmeras possibilidades, tanto para eliminar negociações de alto risco, quanto para otimizar a tomada de decisão, é fundamental lembrar-se que os dados tratados são de cunho pessoal e privativo. Sendo assim, é imprescindível que todos os processos ligados ao KYC estejam alinhados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei n° 13.709/2018), que é o principal marco regulatório sobre o tema.  Você também pode se interessar: Como elaborar uma Política de Cookies de acordo com a LGPD? Entre as suas determinações, cabe a elaboração de termos de uso claros, para que os indivíduos saibam exatamente como seus registros serão utilizados. Além disso, essas informações não podem ser coletadas ou compartilhadas sem

Qual a importância da governança corporativa para a empresa?

A necessidade de agregar mais transparência às práticas de gestão é crescente entre as empresas. Por isso, cada vez mais, o conceito de governança corporativa ganha o centro das discussões. Afinal, uma administração zelosa e responsável é essencial para que o negócio seja bem-visto no mercado, evite inconformidades e práticas de corrupção, bem como mantenha suas informações estratégicas em segurança, livre de vazamentos. Mas, o que é esse setor exatamente? Ela é equivalente ao compliance? Quais os benefícios de implementar seus princípios básicos? Como aplicar essa responsabilidade na minha startup? Descubra todos os detalhes a seguir! Boa leitura! O conceito de governança corporativa  A governança corporativa é reconhecida como uma ferramenta para solidificar a organização, alinhando seus interesses aos dos stakeholders e os conciliando aos dos órgãos regulatórios e fiscalizadores. Na medida em que uma companhia cresce, as funções administrativas deixam de ser concentradas apenas no dono. Quanto o negócio aumenta seu tamanho, maior é a presença de acionistas, gerentes, diretores, entre outras lideranças. Diante de tantas participações, a governança empresarial é necessária justamente para apontar a direção que a corporação deve seguir para alcançar os resultados pretendidos, sempre com transparência e legalidade. O Corporate Governance foi fundamentado a partir da Teoria da Agência, proposta na década de 70 pelos economistas Michael C. Jensen e William H. Meckling. Esse estudo é dedicado às relações entre “principais” e “agentes”. Nesse sentido, os primeiro conceito seriam os próprios donos do negócio, enquanto os segundos são os profissionais contratados para o gerenciamento. O papel do setor nesse contexto é garantir que o segundo grupo represente, de fato, os interesses do primeiro. Portanto, as práticas de governança corporativa envolvem planejamentos, estratégias, fiscalizações, análises e tudo mais que for necessário para equilibrar a geração de valor da organização com os interesses de suas partes. Governança corporativa e compliance são iguais?  Os dois conceitos são duas noções que sempre são postas lado a lado no universo empresarial. Entretanto, é importante destacar que esses procedimentos não são sinônimos, ainda que se relacionem. Primeiramente, compliance se refere à conformidade com a legislação e com os regulamentos internos e externos do negócio. Seu objetivo é promover uma cultura ética e transparente, voltada à prevenção de riscos e à adequação de processos. Já a governança corporativa lida com as relações entre todos os interessados pela companhia. Assim, mais que seguir as normas e leis, ela visa promover as práticas necessárias para que a companhia seja íntegra, bem-vista e longeva. Juntando os dois procedimentos, ambos conferem a organização maior conformidade e chances de sucesso no mercado.  Os benefícios da prática de governança corporativa  Quando tratamos sobre governança corporativa, os exemplos de benefícios são diversos. Afinal, o conceito propõe práticas de gestão mais eficientes e perenes. Entre suas vantagens mais significativas, destacam-se: Maior transparência frente ao mercado Quando o relacionamento entre os sócios, gestores, colaboradores, fornecedores e demais stakeholders é transparente, os objetivos e os rumos da sua tomada de decisão frente ao negócio também tornam-se mais claros. O resultado é a garantia de solidez e responsabilidade administrativa para a empresa, além de mais segurança perante inconformidades e más condutas. Livre de problemas gerenciais e escândalos.  Atrai novos investidores  É evidente que uma má reputação acaba afastando investidores. Isso porque, sem governança corporativa, a organização fica mais sujeita a uma administração ineficiente, corrupção, execuções, inconformidades, entre outros problemas. Em contrapartida, quando há solidez nos setores de liderança, é mais fácil atrair e conquistar a confiança de quem possui capital para investir na corporação.  Valorização de imagem frente a clientes Não são apenas os investidores e os stakeholders internos que são impactados pela governança corporativa. Companhias envolvidas em problemas, pouco confiáveis e que não prestam contas também são mal vistas pelos consumidores. Isso significa que a responsabilidade dos sócios e demais responsáveis também ajuda a valorizar a imagem da empresa. Portanto, adotar boas práticas corporativistas e mostrar-se confiável é essencial para posicionar-se frente aos clientes.  Como aplicar o procedimento em minha startup?  Agora que você já conhece os benefícios de investir nesse setor, saiba que sua implementação envolve diversas práticas. Todas elas variam conforme as particularidades de cada empreendimento. Entretanto, existem alguns elementos essenciais para garantir uma boa governança. Conhecê-los é fundamental para ter clareza sobre os melhores caminhos para promovê-la no seu negócio. São eles:  Manter registros e acompanhar o processo Primeiro você deve promover ações de controle para acompanhar todos os processos da sua organização. Isso vai desde reuniões de alinhamento entre os stakeholders, até a criação de códigos de conduta, auditorias e monitoramentos.  Todas essas medidas devem ser registradas e arquivadas. Junto dos balanços, projeções, memorandos e demais registros, essa documentação é essencial para prestar contas e agregar mais transparência entre os envolvidos.  Formar uma equipe consultiva Composto por até 5 profissionais de confiança, o conselho consultivo deve auxiliar a implementar e monitorar as ações de governança corporativa, conversando periodicamente com a direção para orientar nas tomadas de decisões. Esses indivíduos devem ter perfis distintos e ampla bagagem no ramo profissional. Seu papel é compartilhar experiências, orientar boas práticas e sugerir melhorias para que a corporação seja mais eficiente, relevante e transparente. Contar com a Koboldt  Implementar processos de acompanhamento, manter os registros em dia e selecionar uma equipe consultiva podem ser tarefas complexas, desafiadoras e repletas de atribuições. Por isso, faz toda a diferença contratar uma assessoria jurídica para lidar com tudo isso.Se você quer mais agilidade para efetivar sua governança corporativa e ainda contar com os associados mais experientes da área, conheça os serviços da Koboldt Advogados. Oferecemos soluções altamente qualificadas e alinhadas à realidade do seu negócio.

Entenda como funciona o direito de retirada dos sócios em uma empresa

A existência de uma sociedade pressupõe a colaboração de diferentes indivíduos em prol de interesses comuns. Contudo, cada pessoa possui suas próprias convicções e necessidades, o que muitas vezes leva um sócio a exercer o seu direito de retirada do negócio. Mesmo que a saída de empreendedores seja algo relativamente comum nos quadros das organizações, é fundamental conhecer suas previsões legais e ter plena atenção aos trâmites envolvidos. Afinal, este processo pode ocorrer por diferentes razões, inclusive por conflitos. Independentemente da motivação, cabe aos responsáveis pela empresa defender seus interesses para que ninguém seja prejudicado com a saída do sócio..  Para lhe ajudar a lidar com a questão da melhor maneira possível, preparamos este artigo completo sobre o tema. A seguir, entenda o que é o direito de retirada do sócio, como ele funciona e em quais situações é possível exercê-lo. O que é o direito de retirada?  A retirada de um sócio constitui direito essencial para os integrantes do quadro de uma sociedade limitada. Essa faculdade é prevista nas situações que os desagradam quanto ao tratamento dado à empresa. O direito de retirada de sócio do meio limitado é regido pelo Código Civil. Ele é geralmente motivado pela incorporação e fusão da corporação. Como a alteração do quadro societário tem implicações políticas e econômicas, as diretrizes para a saída devem ser claras. Em todos os casos, o retirante torna-se um credor da instituição. Isso porque, ele deve ser reembolsado por suas quotas. Isso pode equivaler ao valor líquido ou econômico, que precisa estar claro no estatuto. Como funciona o processo?  Além das situações previstas na legislação e no próprio contrato social da companhia, qualquer membro pode exercer o direito de retirada. Afinal, isso parte do preceito de que ninguém deve ser obrigado a permanecer associado com quem não deseja. A saída de sócio de sociedade limitada ou anônima é relativamente comum, mas pode envolver conflitos. Isso porque, é normal que ela seja motivada por desentendimentos entre acionistas, por desistência de cotistas, entre outros casos parecidos.  Nesse sentido, para entender como se opera o direito de retirada do sócio e evitar maiores problemas, tenha em mente que o processo e as responsabilidades dos participantes variam de acordo com a existência, ou não, de prazo de vencimento para a sociedade. Entenda: Com prazo determinado Quando a empresa é constituída com prazo predeterminado, o processo é mais complexo. O motivo é que, nesses casos, a legislação não permite a saída ou a dissolução da sociedade por mera notificação.  Nos empreendimentos com duração pré-definida, os investimentos e compromissos assumidos pelos participantes tendem a ser maiores e mais rígidos. Dessa maneira, a saída antes do período acordado muitas vezes prejudica a viabilidade do negócio.  Sendo assim, cabe ao retirante provar que há justa causa para a sua retirada do quadro. Inclusive, essa prova deve ser demonstrada ou constituída em via judicial, por meio de uma ação jurídica.  Com prazo indeterminado Em contrapartida, se a instituição foi constituída para durar por tempo indeterminado, ou seja, sem prazo de vencimento, então o direito de retirada pode ser exercido por meio da emissão de uma notificação prévia.  Basicamente, o excludente deve informar aos demais a sua intenção de sair da organização. A antecedência mínima para o aviso é de 60 dias. Ou seja, são contados 2 meses a partir da data do recebimento da notificação.  Como o objetivo é não surpreender os membros restantes com a mudança, o que poderia prejudicar as ações da empresa, o prazo supracitado deve constar na documentação. Só a partir desse período é que os efeitos do contrato passam a existir. Além disso, ao longo dos 30 dias seguintes à notificação, os demais sócios podem votar pela dissolução da sociedade. Essa é uma possibilidade prevista pelo Código Civil, que deve ser informada por meio de contranotificação ao retirante.  O sócio pode sair a qualquer momento de uma sociedade?  Conforme citamos anteriormente, nenhuma pessoa é obrigada a permanecer associada para sempre. Portanto, considerando que a maioria das companhias é constituída por tempo indeterminado, é possível exercer o direito de retirada a qualquer momento. A exceção é para as sociedades com prazo determinado, que exigem prova judicial de justa causa. Isso porque, elas já têm prazo pré-definido para serem encerradas e podem ter seus negócios prejudicados pela saída prévia de um participante.   Quanto aos valores a serem recebidos, imagine que uma sociedade limitada com prazo indeterminado é constituída por 3 associados. Cada participante possui 33% da empresa. Caso um deles queira sair, é preciso fazer uma apuração dos haveres do participante que está de saída. Para isso, será feita uma avaliação da companhia para identificar o seu valor. Consequentemente, será determinado quanto valem as cotas. Assim, é possível pagar a quantia exata dos 33% do capital social do retirante. Evidentemente, trata-se de um processo longo, com detalhes variáveis e que pode envolver interesses de diversas pessoas. Por isso, é fundamental contar com ajuda de especialistas para garantir que tudo seja feito com segurança, conformidade e alinhamento à legislação. Agora que você já conhece as particularidades do direito de retirada, garanta que a eventual saída de um sócio da sua empresa seja livre de dores de cabeça. A Koboldt Advogados é referência em assessoria jurídica e conta com um time completo para lhe atender. Clique aqui, conheça nossos serviços e descubra como podemos simplificar as suas demandas.

Qual a importância do Memorando de Entendimento (MoU) para a sua Startup?

O universo das startups é repleto de possibilidades para os empreendedores. Contudo, como em toda organização, você deve prezar pela segurança do seu negócio e de seus envolvidos. Por isso, é fundamental elaborar um Memorando de Entendimento. Mas, por que isso? Em meio às inovações que caracterizam esse modelo e dos esforços que você e seus sócios dedicam para que as suas ideias consigam ter espaço no mercado, é normal que algumas formalidades sejam esquecidas. Entretanto, é imprescindível que isso não aconteça através da elaboração de um Memorandum Of Understanding (MoU), já que ele serve para guiar as diretrizes que irão solidificar a sua companhia no futuro. Para lhe ajudar, preparamos este artigo com tudo o que você precisa saber sobre o conceito de MoU, como fazer um para sua corporação e exemplos de sua utilização. Confira a seguir:  Primeiro passo: O conceito de memorando de entendimento  Trata-se de um instrumento celebrado entre duas ou mais partes que funciona como um contrato preliminar. Isso porque, ele serve para formalizar o que foi combinado entre os assinantes, alinhando seus direitos, deveres e expectativas.  Entre os termos e condições que constam no documento memorando, está o:  Objeto da operação;  Pontos incluídos na negociação;  Valores investidos;  Distribuição de competências;  Entre outros.  Para quem atua no segmento de startups, entender o que é um memorando e para que serve é indispensável. Afinal, ele pode ser utilizado em diversas fases nesse tipo de empresa, principalmente antes de sua formalização e estruturação. O MoU agrega mais formalidade ao contrato verbal firmado entre as partes de uma companhia. Ou seja, ele “bota no papel” o que foi combinado. Entenda melhor suas aplicações no próximo item.   Como usar ele em minha startup?  A diferença entre Memorando de Entendimento e contrato é que o primeiro não é vinculativo. Contudo, trata-se de um instrumento muito valioso para formalizar o tratado entre os membros do quadro societário e dar base ao acerto definitivo.  Como citamos anteriormente, o exemplo mais utilizado nas startups é aquele de pré-formalização. Nessas situações, ele inclui questões pertinentes para os sócios, que deverão constar no acordo social. Além dos detalhes do projeto a ser desenvolvido, o MoU já prevê como será a participação de cada associado, suas formas de remuneração, se há metas a serem cumpridas para que a corporação seja formalizada, entre outros tópicos pertinentes.  Outro uso comum é durante a captação de investimentos. Nessa etapa, o registro esclarece o que será formalizado no tratado junto aos financiadores. Isso agrega mais transparência à negociação futura. Caso a startup forme uma Parceria Comercial , que envolve a colaboração de negócios  ou tecnológica entre ela e mais empreendimentos, o MoU pode estabelecer as contribuições de cada parte, formalizar sua confidencialidade e até prever execuções em caso de descumprimentos. Por fim, se a startup for adquirida ou se fundir com outra organização, o Memorando de entendimento também é útil. Isso porque, ele delimita os termos gerais do acordo que será celebrado entre as partes, com cronograma para a transação, valores envolvidos, escopo da operação, etc.  Estruturando o MoU de um jeito prático Agora que você já sabe o que é, é importante esclarecer como o documento pode ser estruturado na prática. Por isso, vamos abordar os principais elementos que devem constar no acordo. Considerando que ele é celebrado antes da formalização da sociedade, nosso exemplo é focado nos itens indispensáveis neste modelo para agregar mais segurança aos envolvidos. São eles:  Definição exata do projeto que será desenvolvido para a startup; Direitos, deveres e obrigações de cada sócio em todas as fases do projeto; Participação acionária de cada sócio fundador na futura empresa; Forma de distribuição dos lucros e dividendos, participação e remuneração; Regras para tomada de decisão, com bases de Governança e formato de Diretoria; Prazo mínimo de permanência, nível de comprometimento e disponibilidade dos sócios; Metas ou hipóteses para formalização da empresa e captação de investimentos; Marcos ou momento para a admissão de novos sócios investidores; Cláusulas de confidencialidade, não competição e propriedade intelectual; Percentuais na participação no capital social da empresa; Como você pôde ver, a elaboração pode ser extensa e incluir diversas questões jurídicas e técnicas, que variam de acordo com o perfil e as demandas de cada empresa. Por isso, é indispensável contar com uma boa assessoria jurídica para auxiliar você e seus sócios. Afinal, esse tipo de serviço agrega toda a qualificação e experiência necessárias para resguardar os direitos de todos os envolvidos.  Conte com a Koboldt  Basta compreender o que é memorando para perceber que, assim como nos contratos, sua formulação depende do apoio de um setor judiciário. Sabendo disso, a Koboldt Advogados oferece soluções completas. Nossa equipe é especializada em startups e oferece assessoria sob medida para o segmento. Conosco, você garante mais clareza, flexibilidade e plena adequação para constituir e manter o seu negócio. Também atendemos suas demandas de direito empresarial e societário, propriedade intelectual, operações de investimento, criação de política de privacidade, acordos de confidencialidade, memorandos, termos de uso, e muito mais. Que tal saber mais sobre os nossos serviços? Muito além do Memorando de Entendimento, nossos especialistas estão prontos para atender todas as demandas da sua startup, para que você consiga empreender com mais segurança e tranquilidade.

4 benefícios dos smart contracts para as empresas

Os smart contracts representam uma das principais tendências da área jurídica. Trata-se de uma tecnologia focada na otimização dos processos contratuais, capaz de torná-los mais ágeis, seguros e assertivos. Esse fator é decisivo para a conformidade e o desempenho de toda empresa, pois são responsáveis pela formalização de todas as relações mantidas com clientes, funcionários, fornecedores e parceiros.  Quer entender melhor o que são smart contracts, como esse recurso deve revolucionar a área jurídica da sua organização e como criar um na prática vendo os principais pontos para seu desenvolvimento? Confira mais sobre o assunto neste artigo.  Além de dominar o tema, com este artigo você também vai entender como o apoio de uma boa assessoria pode tornar a implementação de novas tecnologias e métodos mais simples e eficiente para o seu negócio. O que muda ao aprender sobre smart contracts  O termo “smart contracts” significa contrato inteligente. Como o próprio nome sugere, eles empregam o meio digital e a inteligência de dados para garantir que os tratados sejam cumpridos sempre nos termos definidos. Para isso, eles funcionam como recursos autoexecutáveis. Igual a um documento tradicional, esse modelo estabelece cláusulas com obrigações, benefícios, penalidades, entre outros pontos que variam de acordo com cada circunstância. A diferença é que ele funciona no ambiente eletrônico. Suas regras e suas consequências são delimitadas por códigos de programação. Assim, as diretrizes podem ser executadas automaticamente.  Por ser baseado na tecnologia blockchain (a mesma dos sistemas de pagamentos, bancos e e-commerces, por exemplo), nenhuma informação contida no smart contract pode ser perdida ou adulterada. Inclusive, isso também permite que todas as partes consigam visualizar as normas de maneira completa e rastreável. Também há a possibilidade de gerar lembretes sobre datas de vencimento ou até usar ferramentas de auxílio para preencher os campos.  Os contratos inteligentes podem ser aplicados em praticamente todos os setores do mercado. Para exemplificar como a sua utilização é feita na prática, imagine uma negociação simples de compra e venda.  Em um meio tradicional, quando determinada ação ocorre, como a transferência do bem, outra precisa ser dada em troca, como o pagamento, por exemplo. A lógica é a mesma no ambiente digital, porém as cláusulas são executadas automaticamente. Ou seja, assim que o programa reconhecer que o produto foi transferido, o sistema libera a transferência monetária automaticamente, algo parecido que o mercado livre realiza para seus usuários. Isso gera mais segurança às partes, porque a autoexecução é somada à impossibilidade de alterações ou fraudes.  As vantagens de se contar com essa tendência?  Quando apresentamos o conceito, o exemplo citado acima demonstra como eles podem ser versáteis, principalmente se a sua companhia já possui outros sistemas conectados às suas operações.  Vale ressaltar que as possibilidades desses modelos de contrato podem ser aproveitadas nos mais diversos acordos da sua empresa, garantindo mais satisfação aos seus clientes, colaboradores ou parceiros comerciais. Os benefícios incluem: Transparência no acordo Os smart contracts ficam estabelecidos na blockchain. Isso significa que eles podem ser acessados a qualquer momento para revisão, mas sem possibilidades de alteração. Assim, há mais transparência e menos contestações.  Segurança para ambas as partes Ainda em relação à blockchain, essa tecnologia representa o que há de mais moderno em termos de segurança da informação. Assim, as partes ficam livres de alterações no conteúdo do acordo e vazamentos de dados. Economia Armazenados em banco de arquivos, os acordos digitais minimizam custos com papéis, impressões, armazenamento físico e taxas de cartório. Além disso, eles otimizam a gestão, o que também impacta seus gastos. Fácil armazenamento Os smart contracts em blockchain nunca são perdidos, mesmo em caso de problemas operacionais. Inclusive, os registros passados também são preservados, o que favorece a rastreabilidade e facilita a recuperação de documentos antigos. Aprenda o passo a passo da criação de um smart contract  Como você pôde ver, este recurso gerar impactos muito significativos em termos de eficiência e governança corporativa. Entretanto, sua implementação envolve alguns requisitos básicos, dentre os quais se destacam:  Saiba negociar Como em qualquer modelo, o uso de smart contracts exige que a sua equipe tenha pleno domínio sobre os processos de negociação. Isso porque, o primeiro passo é discutir as condições entre as partes. Considerando que os contratos digitais operam por meio de códigos de programação, é ainda mais importante que as informações sejam claras. Dessa maneira, a tecnologia consegue interpretar as condições e suas respectivas ações sem margens para erros.  Tenha uma equipe especialista em programação Por falar nos códigos, o seu time jurídico vai precisar do apoio de programadores. Afinal, é preciso ter conhecimento em linguagem de programação para criar os conjuntos de códigos que formam as instruções da ferramenta. Esses profissionais também são responsáveis por integrar o tratado aos sistemas dos bens e serviços atrelados ao acordo. Essa conexão é que o torna autoexecutável. Ou seja, capaz de liberar, bloquear e transacionar os objetos contratuais automaticamente.  Interaja com as plataformas blockchain Após redigir os seus smart contracts, você precisa publicá-los. Isso significa adicionar os códigos programados a uma plataforma de blockchain. Ela permitirá o acesso do documento às partes e o manterá protegido nos meios digitais. As tecnologias de criptografia são responsáveis pela proteção dos dados e por evitar fraudes e adulterações. Assim, uma vez publicado, o acordo passa a ter validade e suas cláusulas podem ser executadas automaticamente pelo algoritmo.  Acima de tudo! Tenha um assessor jurídico  No mercado atual, não basta ter contratos claros e transparentes. Eles também precisam estar adequados às particularidades da era digital e às novas exigências da legislação. Com tantos detalhes envolvidos, é fundamental contar com o apoio de uma boa assessoria jurídica.A Koboldt Advogados possui ampla qualificação e expertise para garantir toda a proteção que a sua empresa precisa. Conheça nossos serviços e veja como podemos lhe ajudar a aderir aos smart contracts com mais agilidade, flexibilidade e eficiência.

Deveres e responsabilidades do administrador nas sociedades

Empreender nem sempre é simples, ainda mais diante de todas as atribuições que envolvem o gerenciamento de uma organização. Muitas vezes, é fácil se perder em meio aos direitos e deveres legais dos sócios, ou mesmo ter dúvidas sobre a responsabilidade do administrador. Por exemplo, o pró-labore (remuneração recebida pelo trabalho desempenhado em sua empresa) é garantido nas regras do grupo dos gestores do negócio. Enquanto isso, os membros do quadro que não atuam na companhia (como os investidores, por exemplo) não têm direito a esse pagamento.  Muito além da questão monetária, quem coordena uma companhia possui diversas obrigações e possibilidades que precisam estar claras para ambas as partes. Isso evita inconformidades e conflitos no negócio. Esse tema costuma gerar diversos questionamentos entre os empreendedores que estão começando agora ou que querem aprender mais sobre processos jurídicos e evitar possíveis dores de cabeça. Nós criamos este artigo para sanar essas dúvidas. A seguir, entenda os direitos e deveres fiduciários dos administradores, como é sua atuação, se eles precisam ser associados do negócio e como garantir pleno alinhamento sobre essas e outras questões com o apoio de uma boa assessoria.  Aprenda agora as responsabilidades do administrador da sua empresa  Esse cargo envolve desde a condução da sociedade, até a participação no gerenciamento e no controle dos seus recursos financeiros, pessoais, tecnológicos e de infraestrutura.  Em termos gerais, as responsabilidades incluem os atos de gestão da companhia. Assim, ele deve liderar as suas estratégias, processos e a tomada de decisão para que a corporação consiga atingir os seus objetivos no mercado.  Ao abordar o que é um administrador de empresas, muitos acreditam que ele corresponde diretamente ao seu dono. Contudo, isso nem sempre é válido. Ele pode ser um dos sócios ou um terceiro contratado para exercer a função.  Segundo a Lei das Sociedades Anônimas, o gerenciamento desse modelo jurídico é responsabilidade do Conselho de Administração e Diretora. Nas sociedades sem constituição obrigatória, a gestão cabe só à Diretoria.  Para que uma pessoa tenha o direito de exercer o cargo, a legislação determina que ela deve atender a uma série de competências alinhadas ao comando de uma empresa.  Entre as qualidades listadas, é preciso verificar:  A aptidão do profissional;  Sua liberdade de tempo;  Afinidade com a missão e as metas corporativas da sociedade; Outras formalidades. O colaborador enquadrado nesses requisitos precisa obrigatoriamente ser escolhido por meio de votação. Ela é feita em Assembleia ou Conselho. Após eleito, ele deve assinar um Termo de Posse até trinta dias depois da eleição.  Além da responsabilidade do administrador na condução do negócio, também é preciso ater-se para que ele não ultrapasse os limites contratuais e legais da função. Isso porque, assim como os demais membros, ele pode ser legalmente responsabilizado.  O que o gestor da minha organização deve fazer?  A Lei 6.404/1976, conhecida popularmente como a supracitada Lei das Sociedades Anônimas, aponta em seu Art. 158 que as funções do gestor pelas obrigações contraídas da sociedade não é e nem devem ser de cunho pessoal.  Entretanto, a mesma diretriz destaca que os coordenadores podem responder civilmente por eventuais prejuízos ou danos à empresa. Assim, há responsabilidade legal se as atribuições forem procedidas com culpa, dolo, fora da lei ou do estatuto social. Quando tratamos sobre a responsabilidade civil dos administradores de sociedades, as funções incluem uma atuação pautada em conformidade com a constituição e ao que está previsto nos regimentos internos da organização e no seu estatuto. Além disso, todo administrador tem a obrigação de atuar com diligência, lealdade e transparência. Entenda o que cada um desses deveres significa e como eles são importantes para preservar os investimentos coletivos dos membros do quadro societário na companhia:   Dever de diligência Diligência significa zelo na execução de uma tarefa. Ou seja, é dever do administrador dedicar todo seu empenho no exercício da gestão, como se o negócio fosse dele mesmo. Isso também envolve a observação direta da Lei, a garantia do objeto e da função social da corporação.  Lealdade com a companhia Outra responsabilidade é ser leal com a organização. Isso significa que ele não pode usar o seu cargo em proveito próprio ou de terceiros. Assim, é seu dever manter a finalidade e o sigilo sobre estratégias, planos e interesses da companhia.  Transparência com falhas e acertos Por fim, a atuação deve ser transparente. Isso inclui a prestação total das informações necessárias para esclarecer a atividade aos acionistas, a divulgação de mudanças nas posições acionárias e todo fato relevante sobre a gestão.  A importância de contar com ajuda jurídica  Agora que você já sabe quais são as responsabilidades dos administradores e suas atribuições, provavelmente concorda que se trata de um cargo que exige pleno alinhamento jurídico. Afinal, só assim ele pode ser desempenhado com eficiência e segurança. Se você deseja resguardar o seu negócio contra falhas ou até de eventuais atitudes de má-fé, conte com o auxílio de uma boa assessoria jurídica e agregue mais conformidade sobre os seus processos de gestão.  A Koboldt Advogados é referência no assunto e trabalha com soluções completas nas áreas de Direito Empresarial e Societário. Nós atuamos para manter as questões legais da sua empresa sempre em dia. Nossos serviços podem lhe ajudar desde as fases de desenvolvimento da sua organização, até a formalização da ideia, constituição, preparação para rodadas de investimento, criação de políticas ESG e muito mais.  Conosco, você preserva os direitos e responsabilidades dos sócios, garante mais eficiência na atuação dos gestores e zela pelos melhores interesses da sua companhia. Tudo isso com agilidade, transparência e flexibilidade. Gostou do nosso artigo sobre responsabilidade do administrador? Quer ter acesso aos melhores especialistas para promovê-la corretamente? Então conheça os serviços da Koboldt e conte com a nossa equipe

Como elaborar uma Política de Cookies de acordo com a LGPD?

Elaborar uma política de cookies alinhada às exigências da LGPD é imprescindível para toda empresa e negócio que atua na internet, seja por meio de um site, e-commerce, aplicativo ou outro tipo de ambiente online.  Afinal, o uso das informações dos usuários é fundamental para promover uma boa experiência de navegação digital. Mas isso não pode comprometer a eficiência, a organização e a legalidade dos processos jurídicos do seu negócio. Pensando nisso, preparamos este artigo para esclarecer o que é política de cookies na LGPD, sua importância e as principais etapas para elaborá-la da melhor maneira possível.  Acompanhe e confira os pontos mais importantes que você precisa saber sobre o assunto. Inclusive com mais detalhes sobre:  O que são cookies;  Seus principais tipos; Como adequá-los à Lei com o apoio de uma boa assessoria.  O que mudou na política de cookies com a LGPD?  A Lei Geral de Proteção de Dados foi sancionada em 2018 e entrou em vigor em 2020. Ela representa um marco significativo na legislação brasileira. Isso porque, ela regula as atividades de tratamento de dados pessoais dos usuários no meio digital.  O mercado atual é influenciado pelas tecnologias. Nesse contexto, as empresas aproveitam que as pessoas estão  conectadas para coletar suas informações e utilizá-las em prol de suas ações de marketing e vendas, isso é o chamado uso de cookies. Com a LGPD, essa coleta contínua e maciça de registros agora deve ser pautada em algumas regras fundamentais. Suas determinações visam resguardar os direitos fundamentais de privacidade e liberdade de cada indivíduo.  Apesar dos impactos nas atividades de vendas e geração de leads, a nova regulamentação não proíbe a total utilização de cookies. Entretanto, os arquivos pessoais e sensíveis obtidos por meio deles agora estão submetidas a algumas limitações.  Em primeiro lugar, as corporações devem solicitar o consentimento explícito para usar os dados de cada pessoa que acessa suas plataformas. Isso deve estar claro na sua política.  Inclusive, o usuário deve poder aceitar ou recusar a coleta das suas informações. Além disso, caso ele aceite e mude de ideia posteriormente, o procedimento para excluir esses arquivos do banco da empresa deve ser facilitado.  Vale ressaltar que não basta adicionar um checkbox ou um botão para autorizar a coleta dos cookies. Junto dele, é essencial ter um aviso explicando todos os termos, desde a finalidade para o seu uso, até os meios de proteção e como gerenciá-los.  A importância deste procedimento está na transparência e no empoderamento que ela agrega ao indivíduo sobre sua privacidade. Antes de conferir as etapas para elaborá-la, veja abaixo como este recurso pode ser utilizado.  Quais os tipos de cookies existentes?  Um cookie pode ser definido como um arquivo de texto que reúne diversas informações sobre os usuários de um site. Sua finalidade é identificar os dados dos visitantes, coletá-los e armazená-los.  Sempre que você acessa uma página, seus registros pessoais são armazenadas por meio deste procedimento. Elas podem incluir nome, endereço de e-mail, interesses de navegação, entre outras.  A partir disso, as organizações conseguem entender o comportamento dos seus usuários, personalizar o conteúdo que entregam para cada consumidor e adequar suas abordagens de marketing e vendas. Esse é o conceito mais amplo, mas a ferramenta ainda possui diferentes classificações. Para entender como elaborar uma política de cookies e exemplos de sua utilização, veja as principais e suas finalidades:  Cookies de sessão Trata-se de um tipo em que é deletado quando o usuário fecha o navegador. Ele fica apenas na memória temporária do computador e serve para personalizar a navegação feita no momento, sem reter dados para futuros acessos. Cookies Persistentes Já os persistentes ficam armazenados até o indivíduo os excluir ou até eles expirarem em uma data pré-definida. Eles são usados para coletar arquivos que identificam a pessoa. Isso inclui seus comportamentos e preferências em sites específicos.  Cookies Maliciosos Os cookies normalmente não afetam a segurança de suas informações. Contudo, também existem tipos maliciosos. Eles costumam estar em endereços online pouco confiáveis. Além disso, são associados a vazamentos de dados pessoais.  Eles rastreiam os usuários e suas atividades ao longo do tempo. Com isso, traçam um perfil de seus interesses. Ele é vendido com os registros de outras pessoas para empresas interessadas nos comportamentos de determinado público ou nicho.  E como elaborar uma nova política de cookies para meu site?  A sua empresa pode muito bem prezar pela proteção dos arquivos nos termos da LGPD e continuar os utilizando para personalizar seus canais digitais. A política de cookies no Brasil é a principal ferramenta para tornar isso possível.  Considerando que ela deve ser bastante concisa para os indivíduos que acessam sua pagina, o primeiro passo é mapear quais tipos o seu site utiliza e como eles funcionam. A partir disso, você deve repassar essas informações para a sua audiência de forma clara e transparente.  A melhor forma de apresentar esses apontamentos é por meio de uma ferramenta chamada de cookie banner. Ele funciona como um pop-up, que mostra sua utilização aos visitantes no momento em que entram no site. Nele, você pode apresentar a sua política de privacidade, os termos de uso do website e inserir os botões de aceite e para definições do que o usuário deseja compartilhar. Para utilizá-lo, preze pelos seguintes cuidados:  Seja transparente com o usuário Lembre-se que, mais que explicar o que são cookies, a LGPD exige que você aponte como eles serão usados e o que sua companhia fará com os dados. Além de deixar as pessoas cientes sobre a razão para você usar os registros coletados, mostre que a sua intenção não é maliciosa. Ou seja, deixe claro que a sua empresa quer apenas entender seu público e, com isso, melhorar a experiência oferecida. Uma política clara e transparente é muito relevante para todos. Inclusive, os usuários tendem a valorizar mais esses pop-ups sobre a intenção do negócio do que aquelas ligadas aos cookies propriamente ditos. Mostre passo a passo de como gerenciar o cookie Outro ponto de extrema importância é que os

O falecimento de sócio em sociedade limitada e suas consequências

Ao gerenciar uma empresa, você precisa estar preparado para todo tipo de situação. Afinal, nenhuma organização está livre de imprevistos ou de até acontecimentos graves que podem afetar sua administração. Isso inclui o eventual falecimento de sócio em uma sociedade limitada. Evidentemente, ninguém deseja lidar com casos de morte e suas repercussões. Entretanto, é muito importante entender como possíveis fatalidades podem afetar uma companhia, para que um momento tão delicado não se torne ainda mais traumático.  Para que você saiba como proceder até nas ocorrências mais sensíveis, criamos este artigo a fim de esclarecer o que deve ser feito no caso de morte de sócio em sociedade limitada. A seguir, veja quais são as previsões do Código Civil sobre o tema, quais as possibilidades de os herdeiros se tornarem integrantes do quadro da corporação, se há chances de encerramento da companhia e a importância de contar com ajuda especializada nessas situações. Continue a seguir.  O que fazer quando há falecimento de sócio em sociedade limitada?  Em primeiro lugar, as disposições do contrato sempre devem prevalecer. Ou seja, é importante que o documento que serve como base para o negócio tenha regras claras sobre o tema.  Contudo, por tratar-se de uma questão sensível entre os membros, é comum que ela seja negligenciada no momento da elaboração do acordo social. Nesses casos, é fundamental observar as determinações do Código Civil. De acordo com o Artigo 1028 do CC, as quotas do associado falecido devem ser liquidadas. Trata-se do pagamento em dinheiro, equivalente à participação que o empreendedor tinha na organização, que precisa ser realizado aos seus herdeiros.  Assim, após o falecimento, deve ser feito um balanço para o levantamento dos valores de suas porcentagens na empresa. Se não existirem previsões divergentes no tratado, essas frações sociais precisam ser pagas aos herdeiros em até 90 dias após a apuração. Depois deste procedimento, o membro remanescente pode permanecer sozinho na companhia por 180 dias. Após esse período, ele deve incluir um novo colaborador no quadro. Caso queira continuar sozinho, é necessário transformar o negócio em EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada). Os herdeiros podem se tornar sócios?  Sobre a inclusão dos herdeiros no quadro societário após o falecimento de sócio administrador, é fundamental retornar ao Artigo 1028 do CC para compreender como essa questão é tratada legalmente. Confira o trecho:  No caso de morte de sócio, liquidar-se-á sua quota, salvo: I – se o contrato dispuser diferentemente; II – se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade; III – se, por acordo com os herdeiros, regular-se a substituição do sócio falecido. Quanto à primeira determinação, você já sabe que o acordo prevalece em relação ao disposto na lei. Já a segunda previsão, que versa sobre a dissolução da empresa, será tratada adiante neste artigo.  Neste ponto, o foco está na última opção prevista pelo Código Civil. Como é possível observar no texto, a substituição do integrante morto deve ser regulada por meio de acordo junto aos seus respectivos herdeiros.  Isso significa que os herdeiros só podem ingressar na companhia caso exista pleno acordo entre eles e o sócio remanescente. Se houver qualquer discordância, a solução só pode ser a liquidação das quotas ou a dissolução da sociedade.  Essa regra visa resguardar as condições administrativas da corporação. Afinal, muitas vezes os associados do quadro não desejam juntar-se aos herdeiros. Da mesma forma, muitos herdeiros não desejam assumir os cargos de confiança de seus entes falecidos.  O ideal é que esse tipo de questão também seja redigida no contrato social, para que exista clareza sobre a necessidade e a vontade dos empreendedores. Por fim, se houver a entrada dos herdeiros, eles têm direito à mesma parcela que o falecido tinha. Há dissolução da empresa?  Voltando ao Artigo 1028 do CC, a segunda opção prevista na legislação é a possibilidade de dissolução. Nesse caso, assim como nos anteriores, é fundamental ater-se ao tratado sobre como encerrar uma empresa com membro falecido. Isso porque, pode ser que os sócios queiram que sua morte implique na dissolução automática da organização. Para que isso seja possível, basta especificar a condição no acordo. Assim, o patrimônio que seria do integrante morto é distribuído entre os herdeiros.  Por regra, o falecimento de sócio em sociedade limitada não implica na extinção da instituição. Portanto, se a elaboração do contrato não incluiu uma cláusula de falecimento, deve-se proceder com a apuração de haveres. Se o sócio sobrevivente quiser encerrar as atividades do negócio, ele deve vender todo seu patrimônio, pagar eventuais dívidas e arcar com as responsabilidades da sociedade remanescentes. O valor que sobrar é dividido proporcionalmente com os herdeiros.  Conte com serviços jurídicos para esse momento O falecimento de sócio em sociedade limitada, por si só, já é muito delicado. Entretanto, se não houver clareza sobre as questões legais pertinentes, a situação pode se tornar ainda pior entre todos os envolvidos. Assim, é imprescindível contar com apoio jurídico especializado. Dessa forma, você garante que os direitos dos membros remanescentes e dos herdeiros sejam respeitados. Além disso, assegura que tudo ocorra de maneira pacífica e livre de maiores dores de cabeça.  A Koboldt Advogados oferece soluções de consultoria e assessoria adequados à realidade do seu negócio. Nós podemos ajudar em todas as demandas da sua organização, desde a constituição do contrato social, até a resolução de casos como os citados neste artigo. Agora que você já sabe o que pode ser feito após o falecimento de sócio em sociedade limitada, garanta uma resolução mais transparente, ágil e flexível para as suas demandas. Conheça nossos serviços e saiba porque somos referência em direito empresarial e societário. 

Como é feita a apuração de haveres do sócio?

Em muitas ocasiões, a saída de um sócio pode ser iminente em uma empresa. Para que essa retirada não gere problema jurídico, é fundamental proceder corretamente com a apuração de haveres.  Independentemente dos motivos que levam um integrante a se desfazer da sua parte do negócio, é imprescindível compreender quais são os seus critérios de ressarcimento. Assim, todos os envolvidos têm seus direitos resguardados. Neste artigo, vamos esclarecer o que é a apuração de haveres, quais os seus diferentes tipos e como funcionam as suas determinações legais. Acompanhe e garanta total conformidade caso você e seus sócios tenham que lidar com esse processo.  O que é apuração de haveres?  Todo sócio está livre para abandonar a sua participação na organização quando desejar ou julgar necessário. Inclusive, esse direito é garantido pela lei e Constituição Federal. Afinal, cumpridas suas obrigações, ninguém é obrigado a manter-se associado contra sua vontade.  Considerando que cada membro do negócio contribui com cotas de participação para integrar o quadro societário, é importante que o membro receba de volta o patrimônio a que tem direito quando opta pela retirada.  Entretanto, esse pagamento deve equivaler apenas à parte correspondente ao seu investimento na companhia. Afinal, ela pode continuar funcionando mesmo após a sua saída. Somado a isso, é fundamental que o processo seja justo para todos os integrantes do negócio. Diante dessa necessidade, a apuração de haveres serve para:  Avaliar o patrimônio de uma corporação (ativo e passivo);  Apurar o seu valor real; Determinar a quantia de participação de cada empreendedor.  Em termos gerais, trata-se de um procedimento contábil e jurídico que serve para avaliar a renda financeira que um sócio tem o direito de retirar da companhia assim que retira a sua participação.   Vale ressaltar que, além dos casos em que este processo é exercido, a apuração de haveres também pode ser motivada por outras situações. Abaixo, entenda como funcionam os seus diferentes tipos.  Quais os tipos de apuração?  O ideal é que o método de avaliação adotado pela empresa já esteja previsto no contrato social. Isso vale tanto para a apuração de haveres na dissolução parcial, quando um ou mais sócios saem, quanto no rompimento total, em que a corporação é extinta.  Contudo, o modelo deste procedimento nem sempre é descrito no documento. Nesses casos, o Art. 1.031 do Código Civil determina a necessidade de um balanço especial, que considera os critérios de escrituração contábil para qualquer data específica.  Outro ponto importante é que o levantamento nem sempre pode ser motivado por uma saída amigável. Há casos em que o membro pode ser excluído, retirado por conta de falência ou está remisso em relação às suas quotas. Nesses casos, ainda que a lógica de como fazer a apuração de haveres permaneça a mesma, é preciso ter atenção a algumas variáveis. Entenda cada situação e suas respectivas particularidades:  Sócio Excluído O Art. 1030 do Código Civil prevê a possibilidade de exclusão judicial de membros do quadro societário. Ela pode acontecer se o integrante cometer falta grave no cumprimento de suas obrigações ou por incapacidade surgida após a constituição do negócio.  Também há a expulsão extrajudicial, prevista pelo Art. 1085 do CC. Ela só pode ocorrer caso esteja prevista no Acordo Social e mediante atos de inegável gravidade. Além disso, a maioria dos membros deve concordar que a pessoa a ser excluída está pondo a sociedade em risco.  Mesmo que o processo seja legal e justificado em muitos casos, ela não dá direito ao confisco da parcela da companhia que pertence ao empresário excluído. Assim, ele tem pleno direito à apuração de haveres.  Falência do sócio De acordo com o parágrafo único do Art. 1030 do Código Civil, será de pleno direito excluído o integrante declarado falido. A legislação ainda indica que a exclusão também é necessária para sócios com quota liquidada. Membros falidos, insolventes devem ser obrigatoriamente excluídos da companhia. Essa regra vale para preservar o patrimônio da sociedade, caso o indivíduo em falência apresente insuficiência de outros bens para execução do credor. Sendo assim, como se trata de uma expulsão automática, vale a mesma regra para a apuração de haveres do sócio excluído. Ou seja, deve ser levantado e devidamente pago o valor da sua participação na sociedade. Do sócio remisso Por fim, há o membro remisso. Trata-se do participante que comprometeu a integralizar o valor das suas cotas, mas deixou de cumprir essa obrigação no prazo estipulado pelo contrato. Uma vez que a integralização é uma responsabilidade solidária entre os integrantes do quadro, a remissão também pode levar à exclusão. O motivo é o risco latente de responsabilização dos demais empreendedores pelo pagamento deste capital. Ao contrário dos casos anteriores, o sócio remisso não tem direito à apuração de haveres. Afinal, ele não contribui para o capital do negócio. Isso só não vale caso a integralização tenha sido parcial, em que o ressarcimento é apenas do valor transferido à empresa.  Quais os critérios para o pagamento do retirante?  É importante também considerar outros parâmetros jurídicos que regem o tema. Os principais são apresentados pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Código de Processo Civil. Como mencionamos anteriormente, o contrato social pode prever o método de apuração de haveres do sócio retirante. Contudo, o entendimento do STJ (REsp 1.335.619-SP, Rel. Min Nancy Andrighi, julgado em 03/03/2015) estipula alguns limites.  Nesse sentido, o critério apontado no tratado só pode prevalecer se houver consenso entre as partes em relação ao resultado. Sem essa concordância, é necessário aplicar o “balanço de determinação”, que considera-se refletir melhor o valor do patrimônio da organização.  Em contrapartida, o Código de Processo Civil (Art. 604, inciso II) aponta que o primeiro parâmetro adotado precisa sempre ser aquele previsto no contrato social. Somente nos casos em que o contrato for omisso que o balanço de determinação deve ser adotado (Art. 606).  Como você pôde ver, há uma variedade de entendimentos e apontamentos legais sobre os métodos de levantamento. Por isso, é indispensável contar com o apoio de especialistas para evitar inconformidades e dores