Direito Empresarial

Como evitar o vazamento de dados da sua startup?

Proteger a sua startup contra o vazamento de dados é indispensável, tanto para evitar prejuízos e ilegalidades, quanto para preservar a imagem da sua marca diante dos consumidores. Afinal, hoje o fluxo de informações nos canais digitais dos negócios é maciço. Ao mesmo tempo em que as tecnologias de integração de informações garantem novas possibilidades gerenciais e maior produtividade dos colaboradores, elas também estão sujeitas a ataques que podem prejudicar orçamentos e o andamento dos procedimentos da organização. Por isso, descubra neste artigo as melhores práticas sobre como evitar vazamento de dados. Veja também os riscos que você elimina ao adotá-las e como implementar essas ações com mais eficiência e praticidade com o apoio de especialistas.  Como proteger meu negócio contra vazamento de dados?  Depois que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor no ano de 2020 e teve suas sanções administrativas aplicadas a partir de 2021, a prevenção contra o vazamento de dados das empresas ganhou o centro das discussões gerenciais. Com a rápida digitalização do mercado, já se sabia que os ataques cibernéticos e a segurança digital eram dois temas relevantes para as corporações. Contudo, foi com a aplicação desse regimento que se evidenciou a urgência do tema. Enquanto as companhias aceleravam suas medidas para se adequar as novas diretrizes, uma pesquisa da Surf Shark divulgada pela Istoé revelou que nosso país foi o sexto no mundo com mais registros sensíveis expostos na internet ilegalmente no período. Ou seja, mesmo com as políticas públicas, o mercado precisa avançar bastante para garantir plena adequação às garantias da LGPD.  E antes de entender os riscos de não adotar medidas protetivas em seu negócio, é importante conhecer as práticas para manter a sua base de arquivos segura. São elas:  Tenha tecnologia de ponta em sua organização Quando analisamos como ocorre o vazamento de informações, um dos grandes facilitadores está no uso de plataformas defasadas. Isso porque, sistemas antigos têm mais vulnerabilidade contra hackers e termos de uso desatualizados sobre o tema. Em contrapartida, quando você mantém softwares atualizados, suas ferramentas de segurança também estão em dia. Ou seja, sua empresa conta com antivírus e firewall de última geração. Treine seus colaboradores Não basta investir em soluções modernas caso os seus colaboradores continuem abrindo links suspeitos nos computadores da organização. Por isso, toda a equipe deve adotar as medidas corretas de proteção em relação ao tema. Portanto, treine seu time sobre práticas de segurança da companhia e para identificar links de origem duvidosa. O ideal é ter um código de conduta bem definido sobre o assunto. O mesmo vale para as políticas de privacidade.  Restrinja os dados de importância As informações que circulam na empresa têm diferentes níveis de sigilo. Os registros gerenciais, por exemplo, não precisam ser acessados por associados que não cuidam da parte administrativa, assim como os cookies não precisam sair dos setores de marketing e vendas.  Sendo assim, cada funcionário deve ter os acessos restritos no seu login e senha. Assim, eles manipulam apenas os arquivos pertinentes às suas atribuições. Isso evita que dados sensíveis sejam vazados porque estão com muitas pessoas ou por falta de perícia em outras áreas.  Quais as consequências do vazamento de dados em minha startup  A LGPD é o principal marco regulatório para proteger informações pessoais e barrar casos de vazamento de dados no Brasil. As sanções são diversas para as corporações que descumprem suas determinações. Primeiro, há multas para os que infringirem as novas diretrizes, que podem chegar a 2% sobre o faturamento anual. Além disso, há a publicização da infração. Isso afeta diretamente a reputação da marca e agrava seus eventuais prejuízos. Apenas esses pontos já reforçam como é importante atuar para minimizar as possibilidades de vazamento de dados. Entre as consequências de negligenciar esse cuidado, destacam-se:   Imagem danificada frente ao cliente Quando esse problema ocorre e informações dos seus consumidores são divulgadas, elas ficam sujeitas a golpes. Pior, também podem ter seus registros sensíveis publicados. Ou seja, há uma repercussão negativa muito severa, que danifica a imagem do negócio que negligenciou os seus devidos cuidados. Penalidades perante a Lei Por falar nos danos, a LGPD aplica multas conforme a gravidade dos vazamentos. Nos casos mais críticos, as penalidades podem chegar a R$ 50 milhões. Ou seja, é um descuido que podem inviabilizar todo o orçamento do negócio. Redução de Lucros Além da perda de credibilidade e das multas, também há casos de sequestro de informações. Neles, os cibercriminosos roubam os arquivos da organização e cobram valores altíssimos para devolvê-los. Enquanto isso, toda a operação fica parada, gerando ainda mais prejuízos. Impacto na competitividade Uma corporação que preza pela proteção dos seus clientes acaba conquistando um diferencial competitivo em relação àquelas que já sofreram vazamento de dados.  A Koboldt te ajuda nessa!  Mesmo com as melhores tecnologias de segurança, tenha em mente que imprevistos podem acontecer. Por isso, o cuidado mais importante é manter uma sólida cultura de proteção da informação. Para minimizar as chances de incidentes, é imprescindível difundir uma mentalidade corporativa que preza pela privacidade dos dados, sejam eles relacionados à parte estratégica ou à privacidade dos titulares. Isso passa pelo reforço de barreiras tecnológicas, princípios de proteção nos procedimentos operacionais, elaboração de contratos inteligentes, políticas de segurança, plano de resposta a incidentes, entre outras medidas. A Koboldt Advogados é referência legal no setor de defesa de informações de startups. Com nosso auxílio jurídico, você pode simplificar os procedimentos do seu negócio e garantir pleno alinhamento às exigências da legislação.Quer ter acesso aos melhores especialistas para minimizar os riscos de vazamento de dados e ter plena conformidade jurídica no seu negócio? Conheça os diferenciais dos serviços oferecidos pela nossa equipe.

Guia prático sobre sociedade em comandita simples

Mesmo que existam poucos exemplos de sociedade em comandita simples no Brasil, esse formato pode ter características vantajosas para certos tipos de organizações. Por isso, se você está procurando desenvolver uma startup, vale a pena conhecer suas particularidades. Mais que considerar esse procedimento, também é fundamental ter entendimento sobre o tema para empreender com mais segurança. Afinal, caso um stakeholder queira adotá-la, você precisa estar ciente dos riscos e direitos envolvidos nessa relação. A seguir, entenda o funcionamento e as normas desse modelo, suas vantagens e diferentes tipos. Acompanhe e veja também porque é fundamental contar com uma boa assessoria jurídica para cuidar das questões legais da sua empresa.  Sociedade em comandita simples: Como funciona?  Comandita varia do termo italiano “commenda”. Trata-se de um contrato usado há séculos atrás, quando alguém entregava certa quantia a um viajante marítimo, para que realizasse negócios durante as viagens por sua conta e risco, repartindo os lucros posteriormente.  Em uma analogia, a sociedade empresária em comandita simples foi criada para reunir dois tipos de sócios em uma mesma organização. São eles os:  Comanditários; Comanditados. Os primeiros têm responsabilidade limitada sobre as obrigações inerentes à organização. Isso porque, eles respondem somente pela integralização das suas quotas da companhia.   Portanto, a contribuição dos membros é relativa apenas ao capital subscrito. Eles não contribuem para o funcionamento da companhia de nenhuma outra maneira. Isso vale até mesmo para as questões administrativas. Já os comanditados têm contribuição monetária e de trabalho, inclusive sobre a parte de gestão do negócio. Além disso, eles têm responsabilidade ilimitada perante terceiros. Portanto, devem saldar as obrigações contraídas na corporação. Quais as vantagens desse modelo? Como você pôde ver, na sociedade em comandita simples, a responsabilidade dos empreendedores é segregada. Isso porque, determinados membros têm responsabilização ilimitada, enquanto ela é limitada para outros. Essa característica pode ser um pouco complexa. Até por isso que esse tipo societário hoje é pouco praticado no Brasil. Contudo, é importante não descartar sua utilização, já que ela agrega benefícios bastante característicos. Os principais são: Permissão de funcionários públicos entre os sócios Para participar da sociedade em comandita simples, os membros comanditados podem realizar entradas em dinheiro, espécie ou em indústria (que correspondem à prestação de determinada atividade na empresa, que não são computadas no capital social).  Já os comanditários podem realizar apenas entradas monetárias, pois não podem trabalhar na sociedade. Esse formato permite a qualquer pessoa integrar-se ao negócio mesmo que tenha outra ocupação, isso vale inclusive para funcionários públicos.  Não precisa de capital mínimo para sua formação Esse sistema não exige a definição de um capital social mínimo. Isso significa que o modelo permite que os membros tenham plena liberdade para fixar a contribuição que bem entenderem.   O motivo está na responsabilidade administrativa e pessoal dos comanditados pelas dívidas da organização. Ou seja, os credores não têm a tutela do regime.  Direito direto ao lucro da empresa As normas desse procedimento preveem direito direto ao lucro da organização. No caso dos sócios que contribuem com dinheiro e/ou espécie, a participação é proporcional aos valores nominais aportados no capital social da empresa. Já para os sócios que realizam entradas em indústria participem das rendas da corporação, é necessário que o contrato atribua um valor ao trabalho ou atividade realizada. Isso também vale para a repartição de perdas e apuração de haveres. Existem outros tipos de sociedade em comandita? Agora que você já conhece a sociedade em comandita simples, características e principais benefícios, é importante ressaltar que o Código das Sociedades Comerciais também prevê o sistema por ações (cfr. arts. 1.º, n.º 2 e 465.º a 480.º).  Esse outro modelo é muito semelhante aos quadros por ações comuns. Isso porque, qualquer pessoa pode fazer parte do negócio, pois o foco está na sua rentabilidade, e não nos critérios personalíssimos dos participantes. Contudo, a sua administração é diferente em relação à sociedade anônima. Isso porque, os gestores são eleitos via Assembleia Geral, com possibilidade de votação de todos os participantes.  Além disso, apenas o acionista pode gerenciar esse tipo de companhia, sendo que o diretor responde de forma ilimitada e subsidiária às obrigações. Inclusive, se houver mais de um diretor, a responsabilização é solidária após o esgotamento dos bens sociais. Ainda em relação aos diretores, eles devem ser nomeados no ato constitutivo da sociedade em comandita por ações. A única possibilidade de destituição é por deliberação de acionistas que representem dois terços ou mais do capital social. Outro ponto importante é que, como os diretores têm responsabilidade ilimitada, a assembleia-geral não pode tomar certas decisões sem o seu consentimento. Isso inclui a mudança do objeto da sociedade, no capital social, criação de partes beneficiárias, entre outras. A Koboldt guia sua startup!  Após entender o que é comandita, lembre-se que ainda existem diversos outros modelos de sociedade e inúmeros conhecimentos jurídicos determinantes para a criação de uma empresa ou startup de sucesso. Por isso, é importante contar com uma boa assessoria jurídica. Esse tipo de serviço oferece um diferencial competitivo significativo, pois permite dominar todas essas questões e evitar problemas diante da complexa legislação brasileira. Enquanto você se dedica ao seu negócio, deixe que especialistas cuidem dos pontos essenciais de desenvolvimento da sua organização, da formalização da ideia e constituição, à preparação para rodadas de investimentos, ESG e outras questões estratégicas.A Koboldt Advogados é referência em consultoria, com soluções adequadas à realidade do seu negócio. Se você gostou de saber mais sobre sociedade em comandita simples, conheça nossos serviços e agregue mais transparência, agilidade e flexibilidade às suas demandas.

Entenda quais são as características da sociedade em nome coletivo

A sociedade em nome coletivo está entre as mais tradicionais nos meios corporativos. Contudo, como a maioria das empresas brasileiras é formada em modelo limitado (LTDA), muitos empreendedores não conhecem seu funcionamento. Assim, é comum que o tema provoque dúvidas. Mesmo que você não opte por esse formato, é fundamental compreender suas particularidades. Afinal, caso um stakeholder adote esse regime, você deve estar preparado para lidar com seus eventuais riscos. Para que você tenha um melhor domínio do assunto, e também garanta mais clareza sobre os tipos de sistemas ideais para o seu negócio, preparamos este artigo com os detalhes mais importantes sobre o tema. A seguir, entenda o que é uma sociedade em nome coletivo, as principais vantagens que ela oferece e seus principais tipos. Acompanhe e descubra também como fortalecer a sua organização com o apoio de uma boa assessoria jurídica. Por que criar uma sociedade em nome coletivo?  Como citamos, esse modelo é considerado bastante tradicional ao redor do mundo. Ou seja, não se trata de um procedimento atual e muito menos originado pela legislação brasileiro. Na verdade, sua origem remonta à Idade Média. Trata-se de uma época em que as atividades econômicas eram majoritariamente de cunho familiar. Assim, era comum que o patrimônio das sociedades fosse confundido com os bens dos membros da família. Dada essa característica, a sociedade em nome coletivo atravessou séculos, mas hoje em dia é pouco utilizada. Isso porque, ela exige que os sócios sejam somente pessoas físicas com responsabilidade ilimitada e solidária por todas as obrigações do empreendimento. No Brasil, o modelo é disciplinado pelos artigos 1039 a 1044 do Código Civil. Quando esses dispositivos forem omissos, é preciso recorrer aos artigos 997 a 1039 da mesma Lei nº 10.406, que regulam as sociedades simples.  Basicamente, trata-se de um formato que se destaca pelo caráter personalíssimo assumido pelos seus membros. Isso é percebido nas principais características desse sistema. São elas: A sociedade não pode ser integrada por pessoa jurídica; Apenas os membros do quadro societário podem atuar como administradores; Os sócios são responsáveis pela integralidade das dívidas; Ao menos um dos empreendedores deve ter seu nome na razão social do negócio; Junto do nome, deve constar “& companhia ou & cia” para apontar a existência de outros sócios; O credor não pode liquidar a quota de nenhum investidor para quitar a dívida que lhe é devida sem antes dissolver o negócio. Ainda que sejam muito pouco utilizadas, as sociedades empresárias em nome coletivo possuem boas vantagens. Veja porque algumas pessoas ainda optam por esse tipo de contrato social em certas situações:  Divisão de dívidas  Quando tratamos sobre sociedade em nome coletivo, o exemplo mais marcante de sua personalização está no fato de que as dívidas da organização podem recair sobre o patrimônio dos sócios. Contudo, é possível limitar a responsabilidade de cada membro no contrato.  Lucros repartidos igualmente Assim como as dívidas são solidárias, o modelo também prevê a repartição igualitária dos ganhos entre os membros, seja na distribuição dos lucros ou na apuração de haveres.  Diversidade de ideias Nos dois tipos societários de nome coletivo, que apresentamos no próximo item, a legislação é pouco intervencionista sobre o negócio. Isso significa que os participantes têm mais liberdade para definir as regras de gestão, convivência e divisão dos lucros.  Quais os tipos de sociedade?  Conforme mencionamos logo acima, existem dois tipos distintos para a utilização desse modelo. Conhecer suas características é essencial para entender o assunto, principalmente se você considera usá-lo no seu negócio. Confira:  Sociedade simples Esse tipo é usado no exercício de atividades intelectuais, científicas, artísticas ou sem fins lucrativos. Sua diferença para outros procedimentos está na relação personalíssima, em que o credor não pode liquidar a quota do sócio. Além disso, não é permitida falência. Ademais, seu registro deve ser feito no Registro de Títulos e Documentos e de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RTDPJ). Por ser usado em sociedades de advogados, o modelo também pode ser cadastrado na OAB. Sociedade empresária A sociedade empresária em nome coletivo é voltada às atividades que visam lucro na circulação de bens ou serviços. Seu diferencial também está na manutenção de vínculo de confiança. Entretanto, pedidos de recuperação judicial são admitidos. Inclusive, trata-se de um tipo de sistema sujeito à Lei das Falências. Dessa maneira, caso a companhia venha a falir, os sócios também são considerados falidos. Por fim, seu registro é realizado normalmente na Junta Comercial competente.  A Koboldt ajuda seu negócio!  Além de entender como funciona a sociedade em nome coletivo e explorar outros modelos, existem muitos outros conhecimentos determinantes para você que deseja iniciar ou aprimorar um negócio. Só na área jurídica, existem diversas regras, detalhes e padrões que podem ser decisivos para a conformidade, eficiência e para o próprio crescimento da sua empresa. Por isso, é fundamental contar com o apoio de especialistas no assunto. Com uma boa assessoria, você consegue superar as complexidades da legislação brasileira e zelar pelos melhores interesses do seu negócio, desde a formalização da ideia, até a constituição organizacional e preparação para rodadas de investimentos.A Koboldt Advogados oferece as soluções mais completas, flexíveis e transparentes da área. Se você gostou de saber mais sobre sociedade em nome coletivo, conheça nossos serviços e evolua sua empresa com quem mais entende do assunto.

Como o investimento Venture Capital funciona na prática?

Toda empresa que deseja se desenvolver e alçar vôos maiores no mercado precisa encontrar boas alternativas de investimento para suas operações. A principal delas é o venture capital, especialmente para negócios com alto potencial de crescimento, como startups. Claro que, para conseguir captar recursos nessa modalidade, você precisa entender suas particularidades e determinar se elas estão alinhadas ao perfil da sua companhia. Também faz toda a diferença contar com uma boa assessoria jurídica para implementá-la. Entendendo a importância desse procedimento para viabilizar o modelo de empresas emergentes, criamos este artigo com os detalhes mais importantes que você precisa saber sobre o assunto. A seguir, entenda o que é venture capital, suas diferenças para outros tipos de investimentos comuns no estágio inicial dos negócios, como é o formato no mercado financeiro do país e quais os caminhos ideais para aproveitar suas oportunidades. Um passo para crescer: O que é Venture Capital  Como citamos, o conceito é uma rodada de financiamento em que as aplicações são direcionadas às corporações de pequeno porte ou de médio porte que tenham grande potencial de crescimento. Sua finalidade é maximizar o seu desenvolvimento, seja para uma venda futura ou abertura de capital na Bolsa de Valores. Inclusive, é nesse momento que ocorre o retorno para os investidores. Esse formato de crescimento e lucratividade é o mesmo quando tratamos sobre o que é private equity e venture capital para empreendedores.  Quem investe em uma empresa nesse modelo não só aloca recursos financeiros. Na verdade, também há uma grande contribuição de know-how. Ou seja, o empreendedor muitas vezes participa das decisões, indica cargos estratégicos e influencia a gestão interna. Por conta dessa proximidade, os investidores precisam avaliar se estão dispostos a diluir sua participação acionária e a receber orientações de outros executivos antes de buscar por fundos Muitas vezes, essa é uma escolha que vale a pena. Afinal, o foco é justamente garantir que o negócio cresça mais rapidamente e maximize sua rentabilidade. Até porque, quando a corporação passa a valer mais, o fundo pode se retirar. Nesses casos, ocorre o evento de liquidez, também chamado de “exit”. Nele, os cotistas resgatam sua participação com o lucro. Assim, o negócio ganha “vida própria” para manter-se a partir de seus próprios recursos. Os fundos o em venture capital são regulados no Brasil pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Eles são constituídos como Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE) ou Fundos de Investimento em Participações (FIP). O mercado de Capital Venture no Brasil  Agora que você já conhece as particularidades desse procedimento, saiba que este mercado está no seu momento de maior liquidez no Brasil. O formato se consolidou de uma vez por todas no país e tende a crescer cada vez mais. Isso se deve principalmente à maturidade do setor nacional de inovação. Ela impulsiona o surgimento de novas companhias de tecnologia e aumenta a expectativa de consolidação dos unicórnios brasileiros.  Mesmo em momentos de instabilidade econômica, os empreendedores já demonstraram que estão dispostos a aplicar valores elevados. O principal indicador desse movimento foi o recorde de investimentos no ano passado, época de pandemia. Considerado um marco para o ecossistema de inovação brasileiro, 2021 teve cerca de US$ 9,4 bilhões investidos no setor. Trata-se de um aumento de 166% em relação a 2022. Inclusive, o total ultrapassa a soma dos 3 anos anteriores.  Além do amadurecimento mercadológico, a entrada de players internacionais também contribuiu para a consolidação do venture capital no país. Muitos dos fundos que lideraram os aportes em startups brasileiras são estrangeiros. O interesse de fundos como:  Accel;  Tencent;  Tiger Global Management;  QED; Ribbit Capital;  entre outros já vem crescendo há alguns anos. Entretanto, foi em 2021 que ele ganhou força máxima. Isso se deve ao fundo Softbank, que anunciou investimentos de US$ 3 bilhões na América Latina. Trata-se de um enorme player, que investe em 15 dos 25 unicórnios do continente. Sua presença aumenta a atração de fundos internacionais, especialmente no Brasil. Vale ressaltar que, apesar de estar atingindo seu ápice no país, esse sistema não é novo. Na verdade, algumas das maiores empresas do planeta conseguiram crescer graças ao procedimento. Esse é o caso de gigantes como Apple, Microsoft, Google, entre muitas outras. Qual a diferença de Venture Capital para o investidor anjo e seed venture?  Como já mencionamos, o venture capital proporciona retornos de maneira semelhante a outros formatos comuns de investimentos. Isso muitas vezes gera certa confusão sobre o conceito. Na maioria dos casos, a modalidade é confundida com o sistema de anjos ou com o seed venture. Inclusive, podemos dizer que esses dois modelos correspondem a diferentes estágios do próprio procedimento. Entenda porque e veja suas diferenças:  Investidor anjo O investidor anjo é aquele que aloca seu capital em companhias que estão nascendo ou que ainda estão na etapa de ideação. Ele acredita no potencial do negócio e direciona os recursos necessários para acelerar as fases de crescimento da startup. Normalmente, eles aplicam de R$ 50 mil a R$ 500 mil. Depois que a companhia se consolida, aumenta seu capital social e passa a gerar grandes lucros, eles tentam vender sua parte a investidores maiores. Seed venture Já o seed capital é aquele direcionado às organizações que já têm clientes, produtos definidos e certa participação no mercado, mas que precisam de investidores para maximizar seu desenvolvimento e estabelecer sua competitividade. Trata-se da camada seguinte de aplicações após o anjo. No Brasil, ela geralmente envolve valores de R$ 500 mil a R$ 2 milhões. Uma prática comum é a criação de fundos coletivos, que permitem aportar capital em mais negócios. Venture capital Como você já sabe, o venture capital é direcionado às corporações que já apresentam um ótimo potencial. O objetivo é acelerar seu crescimento para garantir uma grande operação de venda, abertura de capital ou fusão para fazer a apuração de haveres no futuro. Em geral, os investidores brasileiros investem de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões na modalidade. Além disso, é muito comum que o termo seja

O que é um conselho consultivo e como implementá-lo na sua empresa?

A qualidade na tomada de decisões muitas vezes é o que condiciona o sucesso de uma startup. Por meio de um conselho consultivo, você não só otimiza esse processo, como também o torna menos enviesado. Evidentemente, a administração de um negócio vai muito além das escolhas do empreendedor. Contudo, diante de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, os rumos da gestão estratégica acabam ditando o potencial de ascensão das empresas. Por mais que ninguém conheça uma organização como seus sócios, as lideranças não precisam enfrentar seus desafios sozinhas. Na verdade, quanto mais visões e experiências atuam em prol da companhia, mais ágil e assertivo é o seu crescimento. Sabendo disso, criamos este artigo para esclarecer o que é um conselho consultivo, quais benefícios ele pode agregar à sua startup e como você pode implementá-lo de maneira eficiente. Acompanhe.  Conselho consultivo: Porque devo implementá-lo?  O conselho consultivo, como o próprio nome sugere, serve para prestar apoio à gestão do negócio. Ou seja, ele analisa suas questões administrativas, presta consultoria à tomada de decisão e contribui para a gestão estratégica. Sua formação é facultativa. O quadro de membros, que não tem poder deliberativo, deve ser formado por profissionais experientes e qualificados em diferentes áreas relevantes para a empresa. Por meio de encontros periódicos, normalmente mensais, esses especialistas avaliam as questões pertinentes ao gerenciamento da organização e prestam orientações às suas lideranças e sócios.  Inclusive, essa é uma importante diferença entre conselho deliberativo e conselho consultivo. Ambos geralmente são confundidos, mas o primeiro define normas e condutas que necessariamente devem ser seguidas, enquanto o segundo oferece apenas orientações. Assim, o papel desse conselho na empresa é oferecer direcionamentos, recomendações e mentorias sobre o mercado, boas práticas de gestão, estrutura organizacional, resolução de problemas e tudo mais que for pertinente ao negócio. Evidentemente, contar com um órgão consultivo interno faz toda a diferença para que a empresa acelere seu crescimento, consiga cumprir suas metas com qualidade e garanta rumos mais assertivos no mercado.  Junto disso, as variadas experiências dos membros do conselho proporcionam um olhar mais diverso e amplo. Somada à atuação dos decisores, essa visão garante uma abordagem mais apurada, sensível e inovadora sobre a empresa. Qual o seu impacto na minha startup?  Em grande parte das empresas, os líderes muitas vezes não têm com quem compartilhar suas incertezas, desafios, ideias e preocupações. O papel do conselho consultivo é justamente garantir que isso não ocorra. Entre seus impactos mais significativos, destacam-se:  Auxilia o sócio em um olhar mais assertivo Quando há um time experiente e qualificado, com liberdade e franqueza para dar apoio aos sócios e gestores, as decisões tornam-se mais claras e a visão sobre o negócio fica mais completa.  Além disso, como qualquer profissional, toda liderança possui seus próprios pontos fortes e fracos. O conselho consultivo ajuda a identificá-los, contribuindo também para o desenvolvimento contínuo dos tomadores de decisão. Leia também: Deveres e responsabilidades do administrador nas sociedades Novas ideias e estratégias Por falar nas forças e fraquezas, é normal que as pessoas não consigam enxergar os maiores gargalos ou os pontos ideais a serem aprimorados em suas competências. Com mentorias francas, há mais chances de os líderes expandirem seus horizontes. Até porque, os empreendedores tendem a fixar-se em fórmulas próprias. O papel do conselho consultivo é agregar novas experiências, para que a administração saia do “lugar comum” e encontre caminhos mais ágeis, eficazes e seguros para prosperar. Você também pode se interessar: 4 benefícios dos smart contracts para as empresas Criação para o processo de governança Sabendo para que serve o conselho fiscal e administrativo, você certamente concorda que é essencial construir uma sólida cultura de governança. Afinal, é isso que garante uma gestão de excelência, mais confiável, transparente e eficaz. Antes de constituir qualquer outro conselho interno, é recomendado montar primeiro um time consultivo. Assim, é mais fácil padronizar os processos e estipular boas práticas para gerenciá-los.  Confira também: Como elaborar uma Política de Cookies de acordo com a LGPD? Network  Por fim, uma das vantagens mais evidentes do conselho é o networking. Afinal, os especialistas que compõem a equipe formam uma rede importante de relacionamentos para o negócio, que ampliam suas oportunidades. Depois de conferir os principais benefícios, você deve estar se perguntando como criar um conselho consultivo. No próximo item, conheça as etapas fundamentais para estruturá-lo na sua empresa. Você também pode gostar: O que é e como funciona a Política de Privacidade? E como aplicar em minha organização?  Tenha em mente que não existe uma única fórmula para implementar o conselho consultivo. Na verdade, você deve adequar sua criação à realidade e ao perfil da sua empresa ou até aplicar o conceito para otimizar os métodos gerenciais já existentes.  Por isso, ao invés de apresentar um passo a passo para criá-lo, abaixo elencamos alguns cuidados e práticas essenciais para que você consiga garantir sua eficácia, independentemente do modelo adotado. Confira:  Aposte em perfis diversos Para que o conselho consultivo atenda aos objetivos propostos, é imprescindível que ele seja diverso. Além disso, é essencial que os membros sejam experientes, com vivências variadas no universo do empreendedorismo. Além de recrutar profissionais de diferentes áreas pertinentes para o negócio, também é importante ter pessoas de diferentes idades, gêneros e raças. Isso contribui para uma visão mais disruptiva e menos enviesada dos desafios gerenciais.  Tenha um regulamento claro Mais que compreender a situação da empresa, o conselho consultivo também precisa conhecer as expectativas da gestão. Portanto, você precisa deixar claro o que espera dos membros. Para isso, o ideal é criar um regulamento.  O documento deve prever a periodicidade das reuniões, o tempo de permanência dos consultores, critérios de avaliação de desempenho, modelos de trabalho da equipe, a existência ou não de remuneração, entre outros pontos para nortear as ações.  Veja também: Qual a importância do Memorando de Entendimento para a sua Startup? Permita liberdade para criação Lembre-se que o principal objetivo do conselho consultivo é propor melhorias e transformações em prol do negócio. Isso só é

O que é KYC e qual a importância para sua startup?

Toda organização precisa conhecer bem os seus clientes para conseguir crescer de maneira sustentável. Ao contrário do que muitos acreditam, a importância desse conhecimento vai muito além da parte comercial. Por isso, é essencial ater-se às práticas de KYC. A sigla se refere ao termo “Know Your Client”, que significa “Conheça seu Cliente”. O conceito propõe uma compreensão aprofundada sobre os consumidores, com foco na construção de uma relação mais transparente. Quer entender melhor o que é esse procedimento, como ele se relaciona à política de compliance e governança, além dos impactos que pode gerar à sua startup? Confira tudo o que você precisa saber sobre o tema a seguir.  Primeiro passo: O que significa KYC?  É importante ter em mente que o processo se refere a um conjunto de práticas e estratégias usadas pelas companhias para agrupar o maior volume possível de informações sobre seus clientes. O grande objetivo é avaliar o risco das escolhas desses compradores. A partir disso, a empresa consegue assegurar mais qualidade e segurança durante seu atendimento. Entre as possibilidades que o conceito oferece, destacam-se: Avaliar a aderência de determinados perfis aos produtos e serviços ofertados; Confirmar a identidade dos seus usuários e evitar falsidade ideológica; Identificar perfis fraudulentos; Analisar suspeitos de envolvimento em práticas de lavagem de dinheiro; Garantir que as fontes de renda do consumidor são legítimas; Entre outras. Como você pôde ver, o KYC é usado principalmente por indivíduos jurídicos expostos a crimes financeiros. Esse é o caso das grandes organizações, startups, fintechs, instituições financeiras, entre outras.  Na legislação brasileira, o procedimento é regulado pela Lei 9.613/98 (Art. 10º, que trata sobre a prevenção no uso do sistema financeiro para fins ilícitos) e pelo Normativo SARB 011/2013 da Febraban (a partir do Art. 13º).  Como o KYC se relaciona com a compliance e a governança corporativa  Como você verá a seguir, o KYC agrega inúmeras vantagens aos negócios. Contudo, o principal resultado da sua aplicação é o fortalecimento do compliance e da governança corporativa. Basicamente, a governança engloba todas as práticas necessárias para solidificar a empresa. O que alinha seus interesses aos de todos os stakeholders internos e externos, bem como aos dos órgãos de regulação e fiscalização. Já o compliance se refere à conformidade propriamente dita, tanto com a legislação, quanto com os regulamentos do negócio. Seu foco está na promoção de uma cultura transparente e ética, que visa adequar processos e prevenir riscos. Podemos dizer que, apesar de diferentes, os dois conceitos se completam. Afinal, juntos eles agregam mais confiança, responsabilidade e legalidade à gestão, favorecendo seu posicionamento no mercado. As políticas desses segmentos e podem envolver inúmeras ações. O KYC visa estruturar todas elas. Seu foco está na identificação das informações necessárias para garantir o cumprimento da lei sob a perspectiva de monitoramento dos consumidores. Acompanhe também: Entenda o que é ESG e o desafio de aplicar em startups Qual seu impacto na minha startup?  Conforme citado, entre os principais ganhos gerados pelo procedimento, está a conformidade da empresa com as normas e legislação, bem como o alinhamento de boas práticas entre seus stakeholders. A partir dessa questão de conformidade, a implementação do Know Your Client ainda gera outros benefícios estratégicos. Entre os principais, destacam-se:  Prevenção a riscos de vazamento de dados Por mais protegido que seja o banco de dados de uma empresa, sempre há riscos de fraude financeira, vazamentos de registros, transações ilícitas, entre outras ameaças que prejudicam as operações, comprometem o compliance e afetam a imagem do negócio. Mais que mitigar esses problemas, o KYC é voltado à sua prevenção. O foco está em monitorar a coleta de dados dos compradores e otimizar a análise de suas transações, cruzando informações e padrões que permitam agir de maneira preditiva contra vazamentos.  Confira também: Qual a importância do Memorando de Entendimento para a sua Startup? Otimização de lucros Por meio da supracitada análise de risco e sua prevenção, a corporação minimiza suas chances de prejuízos com fraudes e outras irregularidades. Inclusive, esses riscos deixam de ser repassados na forma de taxas e juros.  Dessa maneira, os lucros são otimizados. Afinal, ao mesmo tempo em que elimina desperdícios de recursos financeiros com situações irregulares. Mapeamento de nicho de clientes As práticas de KYC não são restritas à governança e ao compliance. Na verdade, entender as pessoas físicas que formam a base do empreendimento é essencial para guiar todas as suas ações. Isso vai desde o marketing, até o atendimento e vendas.  Com um perfil delimitado de novos consumidores, há mais assertividade para aprimorar as interações da marca, engajar o público, melhorar a qualidade de serviço, entre outras melhorias que contribuam para a retenção e fidelização da clientela. Leia também: As implicações jurídicas em torno das SPACs O KYC junto a lei de proteção geral de dados  É praticamente impossível negligenciar o papel da tecnologia com o KYC. Afinal, a automação hoje torna o processo mais rápido, assertivo e acessível. Após realizar a classificação de riscos, os sistemas automatizados apontam e detalham o grau de risco do usuário, apontando se é viável ou não liberar o acesso a determinados produtos. Além disso, o procedimento aliado às novas ferramentas permite mapear o perfil dos nichos de atuação com precisão. Assim, determina quais soluções se adequam às suas demandas e auxilia na definição de ofertas bem-sucedidas.  Apesar das inúmeras possibilidades, tanto para eliminar negociações de alto risco, quanto para otimizar a tomada de decisão, é fundamental lembrar-se que os dados tratados são de cunho pessoal e privativo. Sendo assim, é imprescindível que todos os processos ligados ao KYC estejam alinhados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei n° 13.709/2018), que é o principal marco regulatório sobre o tema.  Você também pode se interessar: Como elaborar uma Política de Cookies de acordo com a LGPD? Entre as suas determinações, cabe a elaboração de termos de uso claros, para que os indivíduos saibam exatamente como seus registros serão utilizados. Além disso, essas informações não podem ser coletadas ou compartilhadas sem

Qual a importância da governança corporativa para a empresa?

A necessidade de agregar mais transparência às práticas de gestão é crescente entre as empresas. Por isso, cada vez mais, o conceito de governança corporativa ganha o centro das discussões. Afinal, uma administração zelosa e responsável é essencial para que o negócio seja bem-visto no mercado, evite inconformidades e práticas de corrupção, bem como mantenha suas informações estratégicas em segurança, livre de vazamentos. Mas, o que é esse setor exatamente? Ela é equivalente ao compliance? Quais os benefícios de implementar seus princípios básicos? Como aplicar essa responsabilidade na minha startup? Descubra todos os detalhes a seguir! Boa leitura! O conceito de governança corporativa  A governança corporativa é reconhecida como uma ferramenta para solidificar a organização, alinhando seus interesses aos dos stakeholders e os conciliando aos dos órgãos regulatórios e fiscalizadores. Na medida em que uma companhia cresce, as funções administrativas deixam de ser concentradas apenas no dono. Quanto o negócio aumenta seu tamanho, maior é a presença de acionistas, gerentes, diretores, entre outras lideranças. Diante de tantas participações, a governança empresarial é necessária justamente para apontar a direção que a corporação deve seguir para alcançar os resultados pretendidos, sempre com transparência e legalidade. O Corporate Governance foi fundamentado a partir da Teoria da Agência, proposta na década de 70 pelos economistas Michael C. Jensen e William H. Meckling. Esse estudo é dedicado às relações entre “principais” e “agentes”. Nesse sentido, os primeiro conceito seriam os próprios donos do negócio, enquanto os segundos são os profissionais contratados para o gerenciamento. O papel do setor nesse contexto é garantir que o segundo grupo represente, de fato, os interesses do primeiro. Portanto, as práticas de governança corporativa envolvem planejamentos, estratégias, fiscalizações, análises e tudo mais que for necessário para equilibrar a geração de valor da organização com os interesses de suas partes. Governança corporativa e compliance são iguais?  Os dois conceitos são duas noções que sempre são postas lado a lado no universo empresarial. Entretanto, é importante destacar que esses procedimentos não são sinônimos, ainda que se relacionem. Primeiramente, compliance se refere à conformidade com a legislação e com os regulamentos internos e externos do negócio. Seu objetivo é promover uma cultura ética e transparente, voltada à prevenção de riscos e à adequação de processos. Já a governança corporativa lida com as relações entre todos os interessados pela companhia. Assim, mais que seguir as normas e leis, ela visa promover as práticas necessárias para que a companhia seja íntegra, bem-vista e longeva. Juntando os dois procedimentos, ambos conferem a organização maior conformidade e chances de sucesso no mercado.  Os benefícios da prática de governança corporativa  Quando tratamos sobre governança corporativa, os exemplos de benefícios são diversos. Afinal, o conceito propõe práticas de gestão mais eficientes e perenes. Entre suas vantagens mais significativas, destacam-se: Maior transparência frente ao mercado Quando o relacionamento entre os sócios, gestores, colaboradores, fornecedores e demais stakeholders é transparente, os objetivos e os rumos da sua tomada de decisão frente ao negócio também tornam-se mais claros. O resultado é a garantia de solidez e responsabilidade administrativa para a empresa, além de mais segurança perante inconformidades e más condutas. Livre de problemas gerenciais e escândalos.  Atrai novos investidores  É evidente que uma má reputação acaba afastando investidores. Isso porque, sem governança corporativa, a organização fica mais sujeita a uma administração ineficiente, corrupção, execuções, inconformidades, entre outros problemas. Em contrapartida, quando há solidez nos setores de liderança, é mais fácil atrair e conquistar a confiança de quem possui capital para investir na corporação.  Valorização de imagem frente a clientes Não são apenas os investidores e os stakeholders internos que são impactados pela governança corporativa. Companhias envolvidas em problemas, pouco confiáveis e que não prestam contas também são mal vistas pelos consumidores. Isso significa que a responsabilidade dos sócios e demais responsáveis também ajuda a valorizar a imagem da empresa. Portanto, adotar boas práticas corporativistas e mostrar-se confiável é essencial para posicionar-se frente aos clientes.  Como aplicar o procedimento em minha startup?  Agora que você já conhece os benefícios de investir nesse setor, saiba que sua implementação envolve diversas práticas. Todas elas variam conforme as particularidades de cada empreendimento. Entretanto, existem alguns elementos essenciais para garantir uma boa governança. Conhecê-los é fundamental para ter clareza sobre os melhores caminhos para promovê-la no seu negócio. São eles:  Manter registros e acompanhar o processo Primeiro você deve promover ações de controle para acompanhar todos os processos da sua organização. Isso vai desde reuniões de alinhamento entre os stakeholders, até a criação de códigos de conduta, auditorias e monitoramentos.  Todas essas medidas devem ser registradas e arquivadas. Junto dos balanços, projeções, memorandos e demais registros, essa documentação é essencial para prestar contas e agregar mais transparência entre os envolvidos.  Formar uma equipe consultiva Composto por até 5 profissionais de confiança, o conselho consultivo deve auxiliar a implementar e monitorar as ações de governança corporativa, conversando periodicamente com a direção para orientar nas tomadas de decisões. Esses indivíduos devem ter perfis distintos e ampla bagagem no ramo profissional. Seu papel é compartilhar experiências, orientar boas práticas e sugerir melhorias para que a corporação seja mais eficiente, relevante e transparente. Contar com a Koboldt  Implementar processos de acompanhamento, manter os registros em dia e selecionar uma equipe consultiva podem ser tarefas complexas, desafiadoras e repletas de atribuições. Por isso, faz toda a diferença contratar uma assessoria jurídica para lidar com tudo isso.Se você quer mais agilidade para efetivar sua governança corporativa e ainda contar com os associados mais experientes da área, conheça os serviços da Koboldt Advogados. Oferecemos soluções altamente qualificadas e alinhadas à realidade do seu negócio.

Entenda como funciona o direito de retirada dos sócios em uma empresa

A existência de uma sociedade pressupõe a colaboração de diferentes indivíduos em prol de interesses comuns. Contudo, cada pessoa possui suas próprias convicções e necessidades, o que muitas vezes leva um sócio a exercer o seu direito de retirada do negócio. Mesmo que a saída de empreendedores seja algo relativamente comum nos quadros das organizações, é fundamental conhecer suas previsões legais e ter plena atenção aos trâmites envolvidos. Afinal, este processo pode ocorrer por diferentes razões, inclusive por conflitos. Independentemente da motivação, cabe aos responsáveis pela empresa defender seus interesses para que ninguém seja prejudicado com a saída do sócio..  Para lhe ajudar a lidar com a questão da melhor maneira possível, preparamos este artigo completo sobre o tema. A seguir, entenda o que é o direito de retirada do sócio, como ele funciona e em quais situações é possível exercê-lo. O que é o direito de retirada?  A retirada de um sócio constitui direito essencial para os integrantes do quadro de uma sociedade limitada. Essa faculdade é prevista nas situações que os desagradam quanto ao tratamento dado à empresa. O direito de retirada de sócio do meio limitado é regido pelo Código Civil. Ele é geralmente motivado pela incorporação e fusão da corporação. Como a alteração do quadro societário tem implicações políticas e econômicas, as diretrizes para a saída devem ser claras. Em todos os casos, o retirante torna-se um credor da instituição. Isso porque, ele deve ser reembolsado por suas quotas. Isso pode equivaler ao valor líquido ou econômico, que precisa estar claro no estatuto. Como funciona o processo?  Além das situações previstas na legislação e no próprio contrato social da companhia, qualquer membro pode exercer o direito de retirada. Afinal, isso parte do preceito de que ninguém deve ser obrigado a permanecer associado com quem não deseja. A saída de sócio de sociedade limitada ou anônima é relativamente comum, mas pode envolver conflitos. Isso porque, é normal que ela seja motivada por desentendimentos entre acionistas, por desistência de cotistas, entre outros casos parecidos.  Nesse sentido, para entender como se opera o direito de retirada do sócio e evitar maiores problemas, tenha em mente que o processo e as responsabilidades dos participantes variam de acordo com a existência, ou não, de prazo de vencimento para a sociedade. Entenda: Com prazo determinado Quando a empresa é constituída com prazo predeterminado, o processo é mais complexo. O motivo é que, nesses casos, a legislação não permite a saída ou a dissolução da sociedade por mera notificação.  Nos empreendimentos com duração pré-definida, os investimentos e compromissos assumidos pelos participantes tendem a ser maiores e mais rígidos. Dessa maneira, a saída antes do período acordado muitas vezes prejudica a viabilidade do negócio.  Sendo assim, cabe ao retirante provar que há justa causa para a sua retirada do quadro. Inclusive, essa prova deve ser demonstrada ou constituída em via judicial, por meio de uma ação jurídica.  Com prazo indeterminado Em contrapartida, se a instituição foi constituída para durar por tempo indeterminado, ou seja, sem prazo de vencimento, então o direito de retirada pode ser exercido por meio da emissão de uma notificação prévia.  Basicamente, o excludente deve informar aos demais a sua intenção de sair da organização. A antecedência mínima para o aviso é de 60 dias. Ou seja, são contados 2 meses a partir da data do recebimento da notificação.  Como o objetivo é não surpreender os membros restantes com a mudança, o que poderia prejudicar as ações da empresa, o prazo supracitado deve constar na documentação. Só a partir desse período é que os efeitos do contrato passam a existir. Além disso, ao longo dos 30 dias seguintes à notificação, os demais sócios podem votar pela dissolução da sociedade. Essa é uma possibilidade prevista pelo Código Civil, que deve ser informada por meio de contranotificação ao retirante.  O sócio pode sair a qualquer momento de uma sociedade?  Conforme citamos anteriormente, nenhuma pessoa é obrigada a permanecer associada para sempre. Portanto, considerando que a maioria das companhias é constituída por tempo indeterminado, é possível exercer o direito de retirada a qualquer momento. A exceção é para as sociedades com prazo determinado, que exigem prova judicial de justa causa. Isso porque, elas já têm prazo pré-definido para serem encerradas e podem ter seus negócios prejudicados pela saída prévia de um participante.   Quanto aos valores a serem recebidos, imagine que uma sociedade limitada com prazo indeterminado é constituída por 3 associados. Cada participante possui 33% da empresa. Caso um deles queira sair, é preciso fazer uma apuração dos haveres do participante que está de saída. Para isso, será feita uma avaliação da companhia para identificar o seu valor. Consequentemente, será determinado quanto valem as cotas. Assim, é possível pagar a quantia exata dos 33% do capital social do retirante. Evidentemente, trata-se de um processo longo, com detalhes variáveis e que pode envolver interesses de diversas pessoas. Por isso, é fundamental contar com ajuda de especialistas para garantir que tudo seja feito com segurança, conformidade e alinhamento à legislação. Agora que você já conhece as particularidades do direito de retirada, garanta que a eventual saída de um sócio da sua empresa seja livre de dores de cabeça. A Koboldt Advogados é referência em assessoria jurídica e conta com um time completo para lhe atender. Clique aqui, conheça nossos serviços e descubra como podemos simplificar as suas demandas.

Qual a importância do Memorando de Entendimento (MoU) para a sua Startup?

O universo das startups é repleto de possibilidades para os empreendedores. Contudo, como em toda organização, você deve prezar pela segurança do seu negócio e de seus envolvidos. Por isso, é fundamental elaborar um Memorando de Entendimento. Mas, por que isso? Em meio às inovações que caracterizam esse modelo e dos esforços que você e seus sócios dedicam para que as suas ideias consigam ter espaço no mercado, é normal que algumas formalidades sejam esquecidas. Entretanto, é imprescindível que isso não aconteça através da elaboração de um Memorandum Of Understanding (MoU), já que ele serve para guiar as diretrizes que irão solidificar a sua companhia no futuro. Para lhe ajudar, preparamos este artigo com tudo o que você precisa saber sobre o conceito de MoU, como fazer um para sua corporação e exemplos de sua utilização. Confira a seguir:  Primeiro passo: O conceito de memorando de entendimento  Trata-se de um instrumento celebrado entre duas ou mais partes que funciona como um contrato preliminar. Isso porque, ele serve para formalizar o que foi combinado entre os assinantes, alinhando seus direitos, deveres e expectativas.  Entre os termos e condições que constam no documento memorando, está o:  Objeto da operação;  Pontos incluídos na negociação;  Valores investidos;  Distribuição de competências;  Entre outros.  Para quem atua no segmento de startups, entender o que é um memorando e para que serve é indispensável. Afinal, ele pode ser utilizado em diversas fases nesse tipo de empresa, principalmente antes de sua formalização e estruturação. O MoU agrega mais formalidade ao contrato verbal firmado entre as partes de uma companhia. Ou seja, ele “bota no papel” o que foi combinado. Entenda melhor suas aplicações no próximo item.   Como usar ele em minha startup?  A diferença entre Memorando de Entendimento e contrato é que o primeiro não é vinculativo. Contudo, trata-se de um instrumento muito valioso para formalizar o tratado entre os membros do quadro societário e dar base ao acerto definitivo.  Como citamos anteriormente, o exemplo mais utilizado nas startups é aquele de pré-formalização. Nessas situações, ele inclui questões pertinentes para os sócios, que deverão constar no acordo social. Além dos detalhes do projeto a ser desenvolvido, o MoU já prevê como será a participação de cada associado, suas formas de remuneração, se há metas a serem cumpridas para que a corporação seja formalizada, entre outros tópicos pertinentes.  Outro uso comum é durante a captação de investimentos. Nessa etapa, o registro esclarece o que será formalizado no tratado junto aos financiadores. Isso agrega mais transparência à negociação futura. Caso a startup forme uma Parceria Comercial , que envolve a colaboração de negócios  ou tecnológica entre ela e mais empreendimentos, o MoU pode estabelecer as contribuições de cada parte, formalizar sua confidencialidade e até prever execuções em caso de descumprimentos. Por fim, se a startup for adquirida ou se fundir com outra organização, o Memorando de entendimento também é útil. Isso porque, ele delimita os termos gerais do acordo que será celebrado entre as partes, com cronograma para a transação, valores envolvidos, escopo da operação, etc.  Estruturando o MoU de um jeito prático Agora que você já sabe o que é, é importante esclarecer como o documento pode ser estruturado na prática. Por isso, vamos abordar os principais elementos que devem constar no acordo. Considerando que ele é celebrado antes da formalização da sociedade, nosso exemplo é focado nos itens indispensáveis neste modelo para agregar mais segurança aos envolvidos. São eles:  Definição exata do projeto que será desenvolvido para a startup; Direitos, deveres e obrigações de cada sócio em todas as fases do projeto; Participação acionária de cada sócio fundador na futura empresa; Forma de distribuição dos lucros e dividendos, participação e remuneração; Regras para tomada de decisão, com bases de Governança e formato de Diretoria; Prazo mínimo de permanência, nível de comprometimento e disponibilidade dos sócios; Metas ou hipóteses para formalização da empresa e captação de investimentos; Marcos ou momento para a admissão de novos sócios investidores; Cláusulas de confidencialidade, não competição e propriedade intelectual; Percentuais na participação no capital social da empresa; Como você pôde ver, a elaboração pode ser extensa e incluir diversas questões jurídicas e técnicas, que variam de acordo com o perfil e as demandas de cada empresa. Por isso, é indispensável contar com uma boa assessoria jurídica para auxiliar você e seus sócios. Afinal, esse tipo de serviço agrega toda a qualificação e experiência necessárias para resguardar os direitos de todos os envolvidos.  Conte com a Koboldt  Basta compreender o que é memorando para perceber que, assim como nos contratos, sua formulação depende do apoio de um setor judiciário. Sabendo disso, a Koboldt Advogados oferece soluções completas. Nossa equipe é especializada em startups e oferece assessoria sob medida para o segmento. Conosco, você garante mais clareza, flexibilidade e plena adequação para constituir e manter o seu negócio. Também atendemos suas demandas de direito empresarial e societário, propriedade intelectual, operações de investimento, criação de política de privacidade, acordos de confidencialidade, memorandos, termos de uso, e muito mais. Que tal saber mais sobre os nossos serviços? Muito além do Memorando de Entendimento, nossos especialistas estão prontos para atender todas as demandas da sua startup, para que você consiga empreender com mais segurança e tranquilidade.

4 benefícios dos smart contracts para as empresas

Os smart contracts representam uma das principais tendências da área jurídica. Trata-se de uma tecnologia focada na otimização dos processos contratuais, capaz de torná-los mais ágeis, seguros e assertivos. Esse fator é decisivo para a conformidade e o desempenho de toda empresa, pois são responsáveis pela formalização de todas as relações mantidas com clientes, funcionários, fornecedores e parceiros.  Quer entender melhor o que são smart contracts, como esse recurso deve revolucionar a área jurídica da sua organização e como criar um na prática vendo os principais pontos para seu desenvolvimento? Confira mais sobre o assunto neste artigo.  Além de dominar o tema, com este artigo você também vai entender como o apoio de uma boa assessoria pode tornar a implementação de novas tecnologias e métodos mais simples e eficiente para o seu negócio. O que muda ao aprender sobre smart contracts  O termo “smart contracts” significa contrato inteligente. Como o próprio nome sugere, eles empregam o meio digital e a inteligência de dados para garantir que os tratados sejam cumpridos sempre nos termos definidos. Para isso, eles funcionam como recursos autoexecutáveis. Igual a um documento tradicional, esse modelo estabelece cláusulas com obrigações, benefícios, penalidades, entre outros pontos que variam de acordo com cada circunstância. A diferença é que ele funciona no ambiente eletrônico. Suas regras e suas consequências são delimitadas por códigos de programação. Assim, as diretrizes podem ser executadas automaticamente.  Por ser baseado na tecnologia blockchain (a mesma dos sistemas de pagamentos, bancos e e-commerces, por exemplo), nenhuma informação contida no smart contract pode ser perdida ou adulterada. Inclusive, isso também permite que todas as partes consigam visualizar as normas de maneira completa e rastreável. Também há a possibilidade de gerar lembretes sobre datas de vencimento ou até usar ferramentas de auxílio para preencher os campos.  Os contratos inteligentes podem ser aplicados em praticamente todos os setores do mercado. Para exemplificar como a sua utilização é feita na prática, imagine uma negociação simples de compra e venda.  Em um meio tradicional, quando determinada ação ocorre, como a transferência do bem, outra precisa ser dada em troca, como o pagamento, por exemplo. A lógica é a mesma no ambiente digital, porém as cláusulas são executadas automaticamente. Ou seja, assim que o programa reconhecer que o produto foi transferido, o sistema libera a transferência monetária automaticamente, algo parecido que o mercado livre realiza para seus usuários. Isso gera mais segurança às partes, porque a autoexecução é somada à impossibilidade de alterações ou fraudes.  As vantagens de se contar com essa tendência?  Quando apresentamos o conceito, o exemplo citado acima demonstra como eles podem ser versáteis, principalmente se a sua companhia já possui outros sistemas conectados às suas operações.  Vale ressaltar que as possibilidades desses modelos de contrato podem ser aproveitadas nos mais diversos acordos da sua empresa, garantindo mais satisfação aos seus clientes, colaboradores ou parceiros comerciais. Os benefícios incluem: Transparência no acordo Os smart contracts ficam estabelecidos na blockchain. Isso significa que eles podem ser acessados a qualquer momento para revisão, mas sem possibilidades de alteração. Assim, há mais transparência e menos contestações.  Segurança para ambas as partes Ainda em relação à blockchain, essa tecnologia representa o que há de mais moderno em termos de segurança da informação. Assim, as partes ficam livres de alterações no conteúdo do acordo e vazamentos de dados. Economia Armazenados em banco de arquivos, os acordos digitais minimizam custos com papéis, impressões, armazenamento físico e taxas de cartório. Além disso, eles otimizam a gestão, o que também impacta seus gastos. Fácil armazenamento Os smart contracts em blockchain nunca são perdidos, mesmo em caso de problemas operacionais. Inclusive, os registros passados também são preservados, o que favorece a rastreabilidade e facilita a recuperação de documentos antigos. Aprenda o passo a passo da criação de um smart contract  Como você pôde ver, este recurso gerar impactos muito significativos em termos de eficiência e governança corporativa. Entretanto, sua implementação envolve alguns requisitos básicos, dentre os quais se destacam:  Saiba negociar Como em qualquer modelo, o uso de smart contracts exige que a sua equipe tenha pleno domínio sobre os processos de negociação. Isso porque, o primeiro passo é discutir as condições entre as partes. Considerando que os contratos digitais operam por meio de códigos de programação, é ainda mais importante que as informações sejam claras. Dessa maneira, a tecnologia consegue interpretar as condições e suas respectivas ações sem margens para erros.  Tenha uma equipe especialista em programação Por falar nos códigos, o seu time jurídico vai precisar do apoio de programadores. Afinal, é preciso ter conhecimento em linguagem de programação para criar os conjuntos de códigos que formam as instruções da ferramenta. Esses profissionais também são responsáveis por integrar o tratado aos sistemas dos bens e serviços atrelados ao acordo. Essa conexão é que o torna autoexecutável. Ou seja, capaz de liberar, bloquear e transacionar os objetos contratuais automaticamente.  Interaja com as plataformas blockchain Após redigir os seus smart contracts, você precisa publicá-los. Isso significa adicionar os códigos programados a uma plataforma de blockchain. Ela permitirá o acesso do documento às partes e o manterá protegido nos meios digitais. As tecnologias de criptografia são responsáveis pela proteção dos dados e por evitar fraudes e adulterações. Assim, uma vez publicado, o acordo passa a ter validade e suas cláusulas podem ser executadas automaticamente pelo algoritmo.  Acima de tudo! Tenha um assessor jurídico  No mercado atual, não basta ter contratos claros e transparentes. Eles também precisam estar adequados às particularidades da era digital e às novas exigências da legislação. Com tantos detalhes envolvidos, é fundamental contar com o apoio de uma boa assessoria jurídica.A Koboldt Advogados possui ampla qualificação e expertise para garantir toda a proteção que a sua empresa precisa. Conheça nossos serviços e veja como podemos lhe ajudar a aderir aos smart contracts com mais agilidade, flexibilidade e eficiência.