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A Black Fraude e os aspectos legais: protegendo-se contra golpes na Black Friday

A Black Fraude e os aspectos legais: protegendo-se contra golpes na Black Friday

Afinal, sua empresa está preparada para a Black Fraude desse ano? Que a Black Friday é um fenômeno de vendas global todo mundo sabe. No entanto, esse período do ano traz consigo um misto de oportunidades e desafios para as empresas e startups.  É nesse cenário que surgem dores que impactam diretamente o cotidiano empresarial:  Golpes; Preocupações com transações online; Possíveis descontos excessivos que reduzem margens de lucro; Incertezas sobre a qualidade dos produtos adquiridos; Desconhecimento dos direitos empresariais; Constante ameaça à segurança de dados sensíveis.  Esses são apenas alguns dos motivos. Por isso, é fundamental que o gestor esteja atento aos golpes de Black Fraude para conseguir se esquivar dos problemas.  Pensando nisso, ao longo deste texto vamos mostrar alguns golpes conhecidos, além de estratégias e soluções para mitigar esses desafios e proteger seus interesses comerciais. Quer saber mais? Siga a leitura! Por que chamam a Black Friday de Black Fraude? Vamos começar o artigo explicando a origem desse apelido que, por sua vez, acaba sendo autoexplicativo. A alcunha “Black Fraude” foi atribuída à Black Friday devido às percepções negativas que emergiram ao longo dos anos.  O evento deu as caras no Brasil em 2010, chegando com uma grande campanha de marketing que visava impulsionar as vendas. No entanto, nos primeiros anos, algumas empresas aumentavam consideravelmente os preços dos produtos, semanas antes do evento, seguido por anúncios de descontos de “até 80%”. Essa prática duvidosa, vista em certos anúncios de produtos, deu origem ao conhecido meme do período de vendas “Tudo pela metade do dobro”. Esse meme tornou-se símbolo de enganação e, necessariamente, de fraude. Como resultado, o termo Black Fraude surgiu como uma expressão que encapsula essa conduta desonesta. Fraudes na Black Friday que as empresas podem sofrer O conhecimento é uma forma efetiva de fugir de problemas durante a Black Friday. Dessa forma, separamos alguns golpes comuns nesse período para que você coloque no seu radar. Confira! Golpe do falso pagamento (Pix Falso) O aumento da popularidade do Pix trouxe consigo um golpe preocupante. Nesse cenário, o proprietário de negócio recebe comprovantes de pagamento fraudulentos, nos quais os valores, dados e informações pessoais são manipulados. Normalmente, o fraudador pressiona para receber o produto ou serviço antes que o pagamento seja confirmado. Em outras palavras, antes que os fundos caiam na conta do vendedor. Teste de cartões e clones Neste golpe, os criminosos buscam obter os dados do cartão de crédito da vítima, incluindo número, código de segurança, nome do titular e dados de validade. Essas informações são copiadas para um novo cartão, utilizado para compras, tanto em estabelecimentos financeiros quanto online. Entretanto, antes de realizar uma compra significativa que poderia chamar a atenção do titular do cartão, o criminoso executa uma série de transações de baixo valor. Assim, ele estará checando se o processo de clonagem funcionou.  Golpe do chargeback ou estorno de compras não reconhecidas O estorno é a anulação de uma aquisição não reconhecida pelo cliente ou que não está alinhada com as políticas da instituição financeira do cartão. Os fraudadores executam esse golpe quando, após realizar uma compra, alega não ter feito a transação.  Se a administradora do cartão aprovar o pedido de estorno, o valor é reembolsado ao titular do cartão. Ou seja, leva prejuízo para a empresa ou startup. Fraude de identidade  Por fim, a fraude de identidade ocorre quando informações pessoais são usadas ilegalmente para obter acesso não autorizado a serviços financeiros ou contas pessoais.  Durante as fraudes da Black Friday, esses dados são utilizados para criar registros em lojas online, sendo obtidos a partir de documentos roubados, como nome, endereço e números de identificação da vítima. Em meio a esses riscos, uma estratégia efetiva para garantir a segurança do seu negócio é contar com uma assessoria de advocacia 360º, oferecida pela Koboldt.  Seja na Black Friday ou ao longo do ano, conheça nosso trabalho e mantenha a proteção do seu negócio em destaque! Aspectos legais relacionados a fraudes na Black Friday Mas afinal, falando sobre campo jurídico, quais são os aspectos legais que resguardam o seu direito como consumidor na Black Fraude? Lembre-se que o Código de Defesa do Consumidor (CDC — Lei n. 8.078/1990) oferece proteção para compras realizadas pela internet. Isso se aplica às transações da Black Friday, amplamente conduzidas online, e serve como suporte em situações de fraude. O artigo 49 do CDC estipula que: “O consumidor tem o direito de cancelar o contrato, no prazo de 7 dias após a assinatura ou ao receber o produto ou serviço, sempre que a contratação do fornecimento de produtos e serviços acontecer fora do estabelecimento comercial (…)”. Dessa forma, em compras efetuadas por entrega em domicílio ou pela internet, é garantido ao consumidor um período de 7 dias para cancelar, contado a partir da aquisição ou do recebimento do produto.  Isso é conhecido como “direito de arrependimento” do consumidor. Durante esse prazo de reflexão, os valores pagos devem ser reembolsados e atualizados monetariamente (artigo 49, parágrafo único, CDC). É essencial que o consumidor esteja atento ao prazo de 7 dias para exercer o direito de arrependimento. E é claro: caso você seja vítima de Black Fraude ou qualquer outra fraude, procure imediatamente o PROCON mais próximo.  A importância de ter cuidado: como evitar fraudes na Black Friday? Abaixo, vamos deixar algumas dicas de ouro para você não cair em golpes na Black Friday. Confira! Pesquise e verifique: antes de realizar qualquer compra, pesquise e verifique a reputação da loja ou do site. Certifique-se de que seja um vendedor confiável e legítimo; Avaliações e opiniões: consulte avaliações de outros consumidores sobre a loja ou produto. Feedbacks e opiniões podem oferecer informações valiosas sobre a confiabilidade do vendedor; Cuidado com as “Ofertas Inacreditáveis”: outra dica importante é valorizar o seu senso de “isso é muito bom para ser verdade”. Lembre-se que golpistas frequentemente usam preços muito baixos para atrair vítimas; URL seguro (HTTPS): Sempre que realizar compras online, verifique se o site possui um URL seguro, começando com “https://” e

Passo a passo prático para a legalização de empresas

Passo a passo prático para a legalização de empresas

A legalização de empresas é um tema que costuma gerar dúvidas e desafios entre os empreendedores, especialmente para aqueles que estão começando. Afinal, são diversas complexidades e burocracias envolvidas na regularização de um negócio. Elas ainda são agravadas pela necessidade de lidar com a elaboração do Contrato Social, que é uma tarefa difícil, mas vital para a estruturação empresarial.  Se você ainda sente incertezas e preocupações ligadas à abertura e registro de empresa, não se preocupe. Neste artigo, vamos elucidar os detalhes mais importantes sobre o assunto. Confira.  Desafios na legalização empresarial: entenda suas complexidades  Quando o assunto é legalização de empresas, não é novidade que estamos em um país extremamente burocrático.  Desde o processo de abertura, até a tributação e as questões trabalhistas, são diversas regras complexas e processos demorados a serem atendidos para manter um negócio regular e em dia com a legislação. Além disso, um dos primeiros obstáculos é a elaboração do Contrato Social. Ele requer decisões importantes, como a estrutura societária, definição do capital social, inclusão de cláusulas detalhadas e registro na Junta Comercial do estado. Obter as licenças e alvarás necessários é outro desafio. Isso pode variar conforme o tipo e localização da empresa. Em todo caso, é essencial garantir que todas as licenças sejam obtidas para assegurar plena conformidade com as regulamentações locais. Em linhas gerais, podemos dizer que a regularização de empresas envolve as seguintes etapas básicas: Elaboração do Contrato Social; Definição da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE); Obtenção do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) junto à Receita Federal; Realização do registro na Junta Comercial ou Cartório; Obtenção da Inscrição Estadual; Licenciamento nos devidos órgãos reguladores (sanitários, ambientais, entre outros); Retirada do alvará de localização e funcionamento; Registro no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Além de ser um processo longo e repleto de complexidades, a abertura de empresa ainda fica sujeita à demora dos órgãos responsáveis e aos riscos de erros na documentação, que geram atrasos e prejuízos ainda maiores. Isso sem falar que, uma vez regularizado, o negócio ainda precisa ater-se à regularidade dos registros financeiros, ao recolhimento de tributos, às obrigações acessórias, às exigências trabalhistas e fiscais, entre outros desafios legais. Leia também: Cenário do empreendedorismo no Brasil: dicas para abrir startup Estratégias de regularização empresarial da Koboldt: simplificando seus processos  Como você pôde ver, a abertura e legalização de empresas, bem como a manutenção da sua conformidade, podem ser demandas extremamente desafiadoras. Sem ter domínio sobre o processo, você perde tempo e dinheiro tentando atender às exigências dos órgãos responsáveis. Além disso, arrisca cometer erros capazes de prejudicar a eficiência, a regularidade e a própria credibilidade das suas atividades empresariais.  Diante desse desafio, faz toda a diferença contratar um bom serviço de assessoria jurídica. Com o apoio de advogados especializados, você garante toda a assertividade, agilidade e tranquilidade que precisa para começar a sua jornada empreendedora livre de problemas. Referência na área, a Koboldt Advogados atua para manter as questões legais do seu negócio em dia, zelando sempre pelos seus melhores interesses. Nós acompanhamos e orientamos você em todas as questões legais necessárias para formar e manter sua empresa. Desde a formalização da ideia, passando pela constituição do negócio, até o apoio nas obrigações recorrentes e mesmo na preparação para investimentos externos, nosso foco é garantir que você se adeque, simplifique e domine cada complexidade legal. Contrato social: entenda o fundamento legal para empresas  O Contrato Social é certamente o documento mais importante para a fundação e legalização de empresas. Trata-se de um documento que precisa ser elaborado antes mesmo da emissão do CNPJ e que, junto dele, serve para comprovar a existência do negócio. Para isso, o contrato deve ser registrado na Junta Comercial do estado. Mais que um requisito para a abertura de uma organização, o Contrato Social estabelece todas as bases e os termos para a sua operação.  Isso inclui detalhes sobre sua estrutura, capital social, responsabilidades dos sócios, tipo de sociedade, entre outras informações essenciais. Ou seja, ele funciona como um acordo formal que define as regras internas e externas da empresa.  Além dessas definições básicas, o documento normalmente costuma ser usado em cadastros de fornecedores ou clientes. O mesmo vale para qualquer outro tipo de relação formal, como participações em licitações, obtenção de investimentos, aberturas de contas bancárias, etc. Portanto, o Contrato Social é um dos pilares centrais na legalização de empresas. Afinal, ele fornece transparência, estabelece a estrutura legal do negócio e protege os interesses de todas as partes envolvidas, incluindo sócios e autoridades governamentais.  Considerando a importância desse documento, também é imprescindível contar com uma boa assessoria jurídica para elaborá-lo.  Atenta às expectativas de cada empreendedor e às demandas próprias de cada empresa, a Koboldt Advogados emprega sua expertise em contratos empresariais para oferecer suporte integral na elaboração, revisão e gestão do Contrato Social. Leia também: Como estruturar um contrato de locação comercial? Compliance empresarial, saiba como funciona na prática Seria impossível tratar sobre legalização de empresas sem abordar a necessidade de compliance empresarial. Afinal, ele se refere à conformidade do negócio. Ou seja, à sua necessidade de atuar de acordo com leis, regulamentos e normas aplicáveis ao seu setor de atuação. Portanto, trata-se de um requisito essencial para o desempenho legal e ético de uma organização. Mais que garantir a regularidade e evitar penalidades, o compliance é vital para o prestígio de qualquer empreendimento perante seus clientes, investidores, parceiros e demais stakeholders. Sendo assim, uma boa assessoria jurídica também deve atuar de forma abrangente para assegurar a conformidade das operações.  Isso significa assegurar que a empresa siga todas as regras desde sua legalização, garantindo boas relações entre sócios e partes interessadas, o cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas, regularidade digital, proteção da propriedade intelectual, e assim por diante. Essas e outras demandas legais são vitais para o negócio operar de forma ética, evitando problemas legais, mantendo sua reputação e criando melhores condições de sucesso. As soluções da Koboldt Advogados também abrangem esses compromissos. Nossa missão é garantir sua

Dicas jurídicas para startups: tudo o que você precisa saber para inovar e crescer sem riscos

Dicas jurídicas para startups: tudo o que você precisa saber para inovar e crescer sem riscos

Se você está iniciando uma startup, ou mesmo tendo que lidar com o seu processo de expansão, precisa contar com boas dicas jurídicas para minimizar os riscos desse processo, garantindo mais tranquilidade, segurança e aumentando as suas chances de sucesso.  Afinal, a complexidade legal e burocrática costuma ser bastante desafiadora, especialmente em modelos de negócios mais dinâmicos e focados em inovação, que operam em condições de incerteza do mercado.  Ter uma ideia inovadora, domínio sobre a área e um espírito empreendedor é o primeiro passo. Mas, para abrir uma startup e fazê-la dar certo, também é preciso ter cuidado com todos os aspectos jurídicos e com a burocracia necessária para se manter em dia com a justiça. Nesse sentido, ao buscar por dicas jurídicas para empresas, você precisa focar nos conceitos aplicados à realidade e ao dinamismo próprios desse tipo de negócio. Até porque, são diversas particularidades que exigem a sua atenção, desde o momento de abertura da startup, até a definição dos direitos e deveres dos sócios, do modelo de gestão, das relações de trabalho, dos enquadramentos de impostos, e assim por diante. Para te ajudar a esclarecer o assunto e garantir mais segurança legal para inovar e crescer, criamos este artigo com as melhores dicas jurídicas para você lidar com as questões societárias, trabalhistas e tributárias da sua startup. Acompanhe.  Confira nossas dicas jurídicas para abrir uma startup  Uma startup geralmente nasce de uma boa ideia. Mas isso é só o começo. Para que essa ideia se torne realidade e se transforme num negócio de sucesso, é preciso muito planejamento, organização e alguns procedimentos burocráticos a serem tomados. Quer evitar que a sua ideia seja mais uma nas estatísticas das empresas que não sobrevivem no mercado? Então, veja estas dicas jurídicas para abrir uma startup: Escolha um modelo de negócios Após desenvolver sua ideia, pesquisar o mercado, conhecer seus concorrentes, possíveis clientes e ter certeza de que sua solução é executável, você deve elaborar um modelo de negócios. Para startups, ferramentas como o Business Model Canvas são muito úteis para tirar a ideia do papel e verificar se o projeto é mesmo viável. Elabore um contrato social Outro passo importante é criar um contrato social. Esse documento possibilita estruturar a empresa e regularizar sua fundação. Nele constarão informações como: Qualificação dos sócios, bem como seus direitos e obrigações; Atividade e ramo de atuação; Tipo societário da empresa. Por exemplo: Sociedade Limitada (LTDA);  Sociedade Anônima (SA); Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI); Regime fiscal adotado pela startup. Elaborar esse documento proporciona mais segurança e competitividade ao negócio. Isso, inclusive, pode ajudar o empreendedor a obter mais facilmente o apoio de parceiros, investidores e aceleradoras, o que é essencial no início de uma startup. Faça a inscrição no CNPJ Além dos direitos e obrigações independentes das pessoas físicas que compõem o negócio, o CNPJ também caracteriza o que é pessoa jurídica. Ou seja, ele é imprescindível para a abertura e formalização da sua startup. Essa inscrição deve ser solicitada à Receita Federal, além de registros em órgãos como Junta Comercial e Prefeitura. Sem isso, sua empresa irá operar de modo irregular, o que pode acarretar multas e prejuízos, além do descrédito de futuros clientes e possíveis investidores. Registre sua marca e a patente do seu produto Antes de abrir sua startup, uma das dicas jurídicas mais importantes é proteger sua ideia. Afinal, não se pode negar o risco de concorrência desleal, sobretudo em um ecossistema que é tão competitivo.  Por isso, registrar a sua marca e/ou patentear seu produto no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Nacional) é fundamental para proteger os direitos da startup. Com a patente, você impede que terceiros produzam ou explorem seu produto sem o seu consentimento. Já com o registro de marca, você garante propriedade e uso exclusivo sobre ela. Assim, evita o uso indevido, fraudes ou plágios de terceiros. Contrate uma boa equipe Para abrir uma startup, saiba que é muito difícil conseguir fazer tudo sozinho. Você precisará de uma boa equipe, capacitada para executar as atividades e com as habilidades necessárias para ajudar no crescimento do negócio. Aqui, é fundamental que as contratações estejam conforme a lei para não correr o risco de processos judiciais. Ter esse cuidado é tão importante, que separamos o próximo tópico de dicas jurídicas para falar sobre os direitos trabalhistas aplicados às startups. Veja os cuidados trabalhistas para adotar em startups As startups têm como característica, além da inovação, um potencial de crescimento exponencial associado a baixos investimentos. Em fase inicial, é comum ainda que esse tipo de empresa enfrente o desafio da falta de verba. Diante dessa situação, não é raro que os novos empreendedores negligenciam a lei, optando muitas vezes por contratações irregulares e informais de funcionários.  Contudo, essa é uma prática desaconselhada, visto que a startup corre sério risco de sofrer processos trabalhistas, além de ter prejuízos financeiros, fazendo jus àquele ditado que diz que “o barato sai caro”. Isso sem falar que investidores podem deixar de prestar suporte à startup devido aos problemas decorrentes de contratações ilegais. Portanto, o empreendedor deve respeitar as normas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Considerando que esse tipo de negócio geralmente opera com um orçamento enxuto, separamos algumas dicas jurídicas ligadas à esfera trabalhista para startups. Veja como ficar em dia com a lei sem desperdiçar seus recursos financeiros: Faça uma boa contratação Para evitar a rescisão contratual, que é algo bastante oneroso para as empresas, uma boa dica é apostar em um processo de recrutamento e seleção eficaz.  Para isso, avalie bem o perfil do candidato. Considere tanto as competências técnicas, quanto habilidades pessoais de cada profissional, como flexibilidade, determinação e criatividade. Assim, você evita demissões ou outros problemas futuros e melhora a retenção de talentos. Considere a contratação CLT ou PJ O contrato de trabalho pela CLT envolve gastos como férias remuneradas, 13º salário, horas extras, além de exigir contabilidade para as folhas de pagamento. Já a contratação de PJ requer um contrato de prestação

Contrato de Vesting: o que é e como ele beneficia startups em seu crescimento

Contrato de Vesting: o que é e como ele beneficia startups em seu crescimento

Com o surgimento de novos modelos de negócio como as startups, o contrato de vesting é uma maneira de garantir o direito do contratado na aquisição de uma participação societária, que pode acontecer de diferentes formas. Para que você entenda melhor sobre esse contexto e o porquê dessa modalidade contratual ser muito utilizada por startups, continue lendo o artigo. O que é o contrato de vesting? Um dos pioneiros no assunto, o advogado José Faleiros Júnior, define o vesting não como um tipo de contrato, mas como um capítulo de cláusulas contratuais dentro de algo mais amplo, que pode ser ou não o contrato social. Isso porque encará-lo como uma espécie contratual acaba por restringir o campo. Sendo assim, em vez de um contrato de vesting, é melhor inseri-lo em um contrato particular. No entanto, é preciso prever a necessidade de ajuste quando houver mudanças acerca da participação societária. Ou seja, o contrato de vesting é um conjunto de cláusulas que definem a participação de colaboradores estratégicos. Existem duas maneiras diferentes de fazer o contrato. Quando utilizar esse tipo de contrato? Essa é uma pergunta muito comum no meio. Os contratos de vesting são empregados por empresas que desejam reter talentos, especialmente quando enfrentam limitações financeiras que dificultam o aumento das obrigações salariais.  Embora as startups se destaquem como um dos principais usuários desse tipo de contrato, sua aplicação não se limita ao modelo de negócio. É importante destacar que, através do contrato de vesting, qualquer empresa tem a flexibilidade de adotar essa abordagem.  A essência do contrato de vesting é permitir que os colaboradores acumulem direitos ou participação na sociedade à medida que o tempo passa. Isso pode ser uma excelente estratégia para incentivar o comprometimento e a longevidade dos membros da equipe, independentemente do setor ou do tipo de negócio. Expectativas e participação societária no contrato de vesting A primeira acontece quando atingem as metas em serviços pré-determinados. Já a segunda diz respeito ao momento posterior ao tempo acordado no contrato de vesting. Assim, definidas as expectativas a respeito do direito de aquisição sobre uma determinada porcentagem de cotas e ações da empresa. Contudo, vale destacar que o contrato de vesting não possui natureza salarial. Pois esse tipo de técnica envolve encargos trabalhistas e de previdência social. Nesse sentido, o contrato de vesting se trata de uma opção de compra societária condicionada a algum elemento. Por que é utilizado em startups? Se considerarmos que as startups se diferenciam das empresas tradicionais pela maneira de dividir os resultados, no contrato de vesting essa questão é essencial. Geralmente os investidores intelectuais ou financeiros de uma startup possuem uma participação pré-definida. Com isso, o contrato de vesting fica garantido de forma mais justa, estabelecendo as parcelas à medida desenvolvida. É por meio dessas cláusulas que o empregador tem mais segurança e equilíbrio na participação e divisão das ações. Além disso, os colaboradores também ganham mais conforme a sua contribuição para o crescimento da empresa. A relação entre as startups e o contrato de vesting também se dá na atração de talentos estratégicos, estimulando o sentimento de dono do negócio e garantindo uma distribuição progressiva na participação dos lucros. Qual a diferença entre Cliff e Vesting? Nesse cenário, existem outros tipos de cláusulas como o Cliff. Ela está presente em contratos com opção de compra e definem a possibilidade de existirem percentuais da empresa para terceiros. O Cliff é a cláusula que determina o intervalo de tempo na duração da relação contratual com a empresa sem ter ainda o direito de aquisição de alguma parte. Já o vesting diz respeito à cláusula que regulamenta essa aquisição de um percentual ao longo do tempo, condicionado a uma prestação de serviço em que acontecerá gradualmente a aquisição do direito de compra combinado. Ou seja, o Cliff é um período anterior que define o exercício das atividades até acontecer de fato o direito de aquisição de determinado percentual. Já o vesting é o momento em que é possível adquirir esse percentual de forma proporcional ao tempo estabelecido. Geralmente esses dois conjuntos de cláusulas são utilizados em conjunto para:  Trazer mais segurança; Estipular prazos mínimos de permanência;  Ajustar parcelas de participação nos resultados da empresa. Conheça as principais cláusulas do contrato Os contratos de vesting costumam adotar a estrutura habitual de um contrato de prestação de serviços ou de compra. Entretanto, para assegurar a regulamentação da relação de vesting e a definição das obrigações de maneira clara para ambas as partes, torna-se necessário incorporar cláusulas específicas.  A seguir, discutiremos algumas das cláusulas mais frequentes nesse contexto: Cláusula para Meta de Desempenho Uma das cláusulas fundamentais do contrato de vesting é a do estabelecimento de metas de desempenho. Ela define os critérios específicos que os colaboradores devem atender para adquirir totalmente suas participações ou direitos sobre a empresa. Essas metas podem alternar desde marcos temporais até metas de crescimento de receita ou conquista de objetivos estratégicos. Cláusulas de Bad Leaver ou Good Leaver Já as cláusulas de “bad leaver” (membro que sai em situação desfavorável) e “good leaver” (membro que sai em situação favorável) determinam como as participações de um colaborador serão tratadas quando ele deixar a empresa.  Em caso de término desfavorável, como demissão por justa causa, as ações podem ser recompradas pela empresa a um preço reduzido. Já em situações favoráveis, como aposentadoria, podem garantir ao colaborador a manutenção de seus direitos. Cláusula de Lock-up A cláusula de lock-up impede que os colaboradores vendam ou transfiram suas ações durante um período específico, geralmente após aquisições ou ofertas públicas iniciais (IPOs).  Isso ajuda a manter a estabilidade da empresa após eventos significativos e evita uma venda massiva de ações. Ação essa que poderia afetar negativamente o valor das participações restantes. Cláusula de Aceleração Em algumas circunstâncias, como aquisições da empresa, uma cláusula de aceleração permite que os colaboradores adquiram todas ou parte de suas participações mais rapidamente do que o cronograma original estabelecido.  Isso pode ocorrer para garantir que os colaboradores sejam recompensados em caso

Guia prático sobre sociedade em comandita simples

Mesmo que existam poucos exemplos de sociedade em comandita simples no Brasil, esse formato pode ter características vantajosas para certos tipos de organizações. Por isso, se você está procurando desenvolver uma startup, vale a pena conhecer suas particularidades. Mais que considerar esse procedimento, também é fundamental ter entendimento sobre o tema para empreender com mais segurança. Afinal, caso um stakeholder queira adotá-la, você precisa estar ciente dos riscos e direitos envolvidos nessa relação. A seguir, entenda o funcionamento e as normas desse modelo, suas vantagens e diferentes tipos. Acompanhe e veja também porque é fundamental contar com uma boa assessoria jurídica para cuidar das questões legais da sua empresa.  Sociedade em comandita simples: Como funciona?  Comandita varia do termo italiano “commenda”. Trata-se de um contrato usado há séculos atrás, quando alguém entregava certa quantia a um viajante marítimo, para que realizasse negócios durante as viagens por sua conta e risco, repartindo os lucros posteriormente.  Em uma analogia, a sociedade empresária em comandita simples foi criada para reunir dois tipos de sócios em uma mesma organização. São eles os:  Comanditários; Comanditados. Os primeiros têm responsabilidade limitada sobre as obrigações inerentes à organização. Isso porque, eles respondem somente pela integralização das suas quotas da companhia.   Portanto, a contribuição dos membros é relativa apenas ao capital subscrito. Eles não contribuem para o funcionamento da companhia de nenhuma outra maneira. Isso vale até mesmo para as questões administrativas. Já os comanditados têm contribuição monetária e de trabalho, inclusive sobre a parte de gestão do negócio. Além disso, eles têm responsabilidade ilimitada perante terceiros. Portanto, devem saldar as obrigações contraídas na corporação. Quais as vantagens desse modelo? Como você pôde ver, na sociedade em comandita simples, a responsabilidade dos empreendedores é segregada. Isso porque, determinados membros têm responsabilização ilimitada, enquanto ela é limitada para outros. Essa característica pode ser um pouco complexa. Até por isso que esse tipo societário hoje é pouco praticado no Brasil. Contudo, é importante não descartar sua utilização, já que ela agrega benefícios bastante característicos. Os principais são: Permissão de funcionários públicos entre os sócios Para participar da sociedade em comandita simples, os membros comanditados podem realizar entradas em dinheiro, espécie ou em indústria (que correspondem à prestação de determinada atividade na empresa, que não são computadas no capital social).  Já os comanditários podem realizar apenas entradas monetárias, pois não podem trabalhar na sociedade. Esse formato permite a qualquer pessoa integrar-se ao negócio mesmo que tenha outra ocupação, isso vale inclusive para funcionários públicos.  Não precisa de capital mínimo para sua formação Esse sistema não exige a definição de um capital social mínimo. Isso significa que o modelo permite que os membros tenham plena liberdade para fixar a contribuição que bem entenderem.   O motivo está na responsabilidade administrativa e pessoal dos comanditados pelas dívidas da organização. Ou seja, os credores não têm a tutela do regime.  Direito direto ao lucro da empresa As normas desse procedimento preveem direito direto ao lucro da organização. No caso dos sócios que contribuem com dinheiro e/ou espécie, a participação é proporcional aos valores nominais aportados no capital social da empresa. Já para os sócios que realizam entradas em indústria participem das rendas da corporação, é necessário que o contrato atribua um valor ao trabalho ou atividade realizada. Isso também vale para a repartição de perdas e apuração de haveres. Existem outros tipos de sociedade em comandita? Agora que você já conhece a sociedade em comandita simples, características e principais benefícios, é importante ressaltar que o Código das Sociedades Comerciais também prevê o sistema por ações (cfr. arts. 1.º, n.º 2 e 465.º a 480.º).  Esse outro modelo é muito semelhante aos quadros por ações comuns. Isso porque, qualquer pessoa pode fazer parte do negócio, pois o foco está na sua rentabilidade, e não nos critérios personalíssimos dos participantes. Contudo, a sua administração é diferente em relação à sociedade anônima. Isso porque, os gestores são eleitos via Assembleia Geral, com possibilidade de votação de todos os participantes.  Além disso, apenas o acionista pode gerenciar esse tipo de companhia, sendo que o diretor responde de forma ilimitada e subsidiária às obrigações. Inclusive, se houver mais de um diretor, a responsabilização é solidária após o esgotamento dos bens sociais. Ainda em relação aos diretores, eles devem ser nomeados no ato constitutivo da sociedade em comandita por ações. A única possibilidade de destituição é por deliberação de acionistas que representem dois terços ou mais do capital social. Outro ponto importante é que, como os diretores têm responsabilidade ilimitada, a assembleia-geral não pode tomar certas decisões sem o seu consentimento. Isso inclui a mudança do objeto da sociedade, no capital social, criação de partes beneficiárias, entre outras. A Koboldt guia sua startup!  Após entender o que é comandita, lembre-se que ainda existem diversos outros modelos de sociedade e inúmeros conhecimentos jurídicos determinantes para a criação de uma empresa ou startup de sucesso. Por isso, é importante contar com uma boa assessoria jurídica. Esse tipo de serviço oferece um diferencial competitivo significativo, pois permite dominar todas essas questões e evitar problemas diante da complexa legislação brasileira. Enquanto você se dedica ao seu negócio, deixe que especialistas cuidem dos pontos essenciais de desenvolvimento da sua organização, da formalização da ideia e constituição, à preparação para rodadas de investimentos, ESG e outras questões estratégicas.A Koboldt Advogados é referência em consultoria, com soluções adequadas à realidade do seu negócio. Se você gostou de saber mais sobre sociedade em comandita simples, conheça nossos serviços e agregue mais transparência, agilidade e flexibilidade às suas demandas.

Entenda quais são as características da sociedade em nome coletivo

A sociedade em nome coletivo está entre as mais tradicionais nos meios corporativos. Contudo, como a maioria das empresas brasileiras é formada em modelo limitado (LTDA), muitos empreendedores não conhecem seu funcionamento. Assim, é comum que o tema provoque dúvidas. Mesmo que você não opte por esse formato, é fundamental compreender suas particularidades. Afinal, caso um stakeholder adote esse regime, você deve estar preparado para lidar com seus eventuais riscos. Para que você tenha um melhor domínio do assunto, e também garanta mais clareza sobre os tipos de sistemas ideais para o seu negócio, preparamos este artigo com os detalhes mais importantes sobre o tema. A seguir, entenda o que é uma sociedade em nome coletivo, as principais vantagens que ela oferece e seus principais tipos. Acompanhe e descubra também como fortalecer a sua organização com o apoio de uma boa assessoria jurídica. Por que criar uma sociedade em nome coletivo?  Como citamos, esse modelo é considerado bastante tradicional ao redor do mundo. Ou seja, não se trata de um procedimento atual e muito menos originado pela legislação brasileiro. Na verdade, sua origem remonta à Idade Média. Trata-se de uma época em que as atividades econômicas eram majoritariamente de cunho familiar. Assim, era comum que o patrimônio das sociedades fosse confundido com os bens dos membros da família. Dada essa característica, a sociedade em nome coletivo atravessou séculos, mas hoje em dia é pouco utilizada. Isso porque, ela exige que os sócios sejam somente pessoas físicas com responsabilidade ilimitada e solidária por todas as obrigações do empreendimento. No Brasil, o modelo é disciplinado pelos artigos 1039 a 1044 do Código Civil. Quando esses dispositivos forem omissos, é preciso recorrer aos artigos 997 a 1039 da mesma Lei nº 10.406, que regulam as sociedades simples.  Basicamente, trata-se de um formato que se destaca pelo caráter personalíssimo assumido pelos seus membros. Isso é percebido nas principais características desse sistema. São elas: A sociedade não pode ser integrada por pessoa jurídica; Apenas os membros do quadro societário podem atuar como administradores; Os sócios são responsáveis pela integralidade das dívidas; Ao menos um dos empreendedores deve ter seu nome na razão social do negócio; Junto do nome, deve constar “& companhia ou & cia” para apontar a existência de outros sócios; O credor não pode liquidar a quota de nenhum investidor para quitar a dívida que lhe é devida sem antes dissolver o negócio. Ainda que sejam muito pouco utilizadas, as sociedades empresárias em nome coletivo possuem boas vantagens. Veja porque algumas pessoas ainda optam por esse tipo de contrato social em certas situações:  Divisão de dívidas  Quando tratamos sobre sociedade em nome coletivo, o exemplo mais marcante de sua personalização está no fato de que as dívidas da organização podem recair sobre o patrimônio dos sócios. Contudo, é possível limitar a responsabilidade de cada membro no contrato.  Lucros repartidos igualmente Assim como as dívidas são solidárias, o modelo também prevê a repartição igualitária dos ganhos entre os membros, seja na distribuição dos lucros ou na apuração de haveres.  Diversidade de ideias Nos dois tipos societários de nome coletivo, que apresentamos no próximo item, a legislação é pouco intervencionista sobre o negócio. Isso significa que os participantes têm mais liberdade para definir as regras de gestão, convivência e divisão dos lucros.  Quais os tipos de sociedade?  Conforme mencionamos logo acima, existem dois tipos distintos para a utilização desse modelo. Conhecer suas características é essencial para entender o assunto, principalmente se você considera usá-lo no seu negócio. Confira:  Sociedade simples Esse tipo é usado no exercício de atividades intelectuais, científicas, artísticas ou sem fins lucrativos. Sua diferença para outros procedimentos está na relação personalíssima, em que o credor não pode liquidar a quota do sócio. Além disso, não é permitida falência. Ademais, seu registro deve ser feito no Registro de Títulos e Documentos e de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RTDPJ). Por ser usado em sociedades de advogados, o modelo também pode ser cadastrado na OAB. Sociedade empresária A sociedade empresária em nome coletivo é voltada às atividades que visam lucro na circulação de bens ou serviços. Seu diferencial também está na manutenção de vínculo de confiança. Entretanto, pedidos de recuperação judicial são admitidos. Inclusive, trata-se de um tipo de sistema sujeito à Lei das Falências. Dessa maneira, caso a companhia venha a falir, os sócios também são considerados falidos. Por fim, seu registro é realizado normalmente na Junta Comercial competente.  A Koboldt ajuda seu negócio!  Além de entender como funciona a sociedade em nome coletivo e explorar outros modelos, existem muitos outros conhecimentos determinantes para você que deseja iniciar ou aprimorar um negócio. Só na área jurídica, existem diversas regras, detalhes e padrões que podem ser decisivos para a conformidade, eficiência e para o próprio crescimento da sua empresa. Por isso, é fundamental contar com o apoio de especialistas no assunto. Com uma boa assessoria, você consegue superar as complexidades da legislação brasileira e zelar pelos melhores interesses do seu negócio, desde a formalização da ideia, até a constituição organizacional e preparação para rodadas de investimentos.A Koboldt Advogados oferece as soluções mais completas, flexíveis e transparentes da área. Se você gostou de saber mais sobre sociedade em nome coletivo, conheça nossos serviços e evolua sua empresa com quem mais entende do assunto.

O que é um conselho consultivo e como implementá-lo na sua empresa?

A qualidade na tomada de decisões muitas vezes é o que condiciona o sucesso de uma startup. Por meio de um conselho consultivo, você não só otimiza esse processo, como também o torna menos enviesado. Evidentemente, a administração de um negócio vai muito além das escolhas do empreendedor. Contudo, diante de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, os rumos da gestão estratégica acabam ditando o potencial de ascensão das empresas. Por mais que ninguém conheça uma organização como seus sócios, as lideranças não precisam enfrentar seus desafios sozinhas. Na verdade, quanto mais visões e experiências atuam em prol da companhia, mais ágil e assertivo é o seu crescimento. Sabendo disso, criamos este artigo para esclarecer o que é um conselho consultivo, quais benefícios ele pode agregar à sua startup e como você pode implementá-lo de maneira eficiente. Acompanhe.  Conselho consultivo: Porque devo implementá-lo?  O conselho consultivo, como o próprio nome sugere, serve para prestar apoio à gestão do negócio. Ou seja, ele analisa suas questões administrativas, presta consultoria à tomada de decisão e contribui para a gestão estratégica. Sua formação é facultativa. O quadro de membros, que não tem poder deliberativo, deve ser formado por profissionais experientes e qualificados em diferentes áreas relevantes para a empresa. Por meio de encontros periódicos, normalmente mensais, esses especialistas avaliam as questões pertinentes ao gerenciamento da organização e prestam orientações às suas lideranças e sócios.  Inclusive, essa é uma importante diferença entre conselho deliberativo e conselho consultivo. Ambos geralmente são confundidos, mas o primeiro define normas e condutas que necessariamente devem ser seguidas, enquanto o segundo oferece apenas orientações. Assim, o papel desse conselho na empresa é oferecer direcionamentos, recomendações e mentorias sobre o mercado, boas práticas de gestão, estrutura organizacional, resolução de problemas e tudo mais que for pertinente ao negócio. Evidentemente, contar com um órgão consultivo interno faz toda a diferença para que a empresa acelere seu crescimento, consiga cumprir suas metas com qualidade e garanta rumos mais assertivos no mercado.  Junto disso, as variadas experiências dos membros do conselho proporcionam um olhar mais diverso e amplo. Somada à atuação dos decisores, essa visão garante uma abordagem mais apurada, sensível e inovadora sobre a empresa. Qual o seu impacto na minha startup?  Em grande parte das empresas, os líderes muitas vezes não têm com quem compartilhar suas incertezas, desafios, ideias e preocupações. O papel do conselho consultivo é justamente garantir que isso não ocorra. Entre seus impactos mais significativos, destacam-se:  Auxilia o sócio em um olhar mais assertivo Quando há um time experiente e qualificado, com liberdade e franqueza para dar apoio aos sócios e gestores, as decisões tornam-se mais claras e a visão sobre o negócio fica mais completa.  Além disso, como qualquer profissional, toda liderança possui seus próprios pontos fortes e fracos. O conselho consultivo ajuda a identificá-los, contribuindo também para o desenvolvimento contínuo dos tomadores de decisão. Leia também: Deveres e responsabilidades do administrador nas sociedades Novas ideias e estratégias Por falar nas forças e fraquezas, é normal que as pessoas não consigam enxergar os maiores gargalos ou os pontos ideais a serem aprimorados em suas competências. Com mentorias francas, há mais chances de os líderes expandirem seus horizontes. Até porque, os empreendedores tendem a fixar-se em fórmulas próprias. O papel do conselho consultivo é agregar novas experiências, para que a administração saia do “lugar comum” e encontre caminhos mais ágeis, eficazes e seguros para prosperar. Você também pode se interessar: 4 benefícios dos smart contracts para as empresas Criação para o processo de governança Sabendo para que serve o conselho fiscal e administrativo, você certamente concorda que é essencial construir uma sólida cultura de governança. Afinal, é isso que garante uma gestão de excelência, mais confiável, transparente e eficaz. Antes de constituir qualquer outro conselho interno, é recomendado montar primeiro um time consultivo. Assim, é mais fácil padronizar os processos e estipular boas práticas para gerenciá-los.  Confira também: Como elaborar uma Política de Cookies de acordo com a LGPD? Network  Por fim, uma das vantagens mais evidentes do conselho é o networking. Afinal, os especialistas que compõem a equipe formam uma rede importante de relacionamentos para o negócio, que ampliam suas oportunidades. Depois de conferir os principais benefícios, você deve estar se perguntando como criar um conselho consultivo. No próximo item, conheça as etapas fundamentais para estruturá-lo na sua empresa. Você também pode gostar: O que é e como funciona a Política de Privacidade? E como aplicar em minha organização?  Tenha em mente que não existe uma única fórmula para implementar o conselho consultivo. Na verdade, você deve adequar sua criação à realidade e ao perfil da sua empresa ou até aplicar o conceito para otimizar os métodos gerenciais já existentes.  Por isso, ao invés de apresentar um passo a passo para criá-lo, abaixo elencamos alguns cuidados e práticas essenciais para que você consiga garantir sua eficácia, independentemente do modelo adotado. Confira:  Aposte em perfis diversos Para que o conselho consultivo atenda aos objetivos propostos, é imprescindível que ele seja diverso. Além disso, é essencial que os membros sejam experientes, com vivências variadas no universo do empreendedorismo. Além de recrutar profissionais de diferentes áreas pertinentes para o negócio, também é importante ter pessoas de diferentes idades, gêneros e raças. Isso contribui para uma visão mais disruptiva e menos enviesada dos desafios gerenciais.  Tenha um regulamento claro Mais que compreender a situação da empresa, o conselho consultivo também precisa conhecer as expectativas da gestão. Portanto, você precisa deixar claro o que espera dos membros. Para isso, o ideal é criar um regulamento.  O documento deve prever a periodicidade das reuniões, o tempo de permanência dos consultores, critérios de avaliação de desempenho, modelos de trabalho da equipe, a existência ou não de remuneração, entre outros pontos para nortear as ações.  Veja também: Qual a importância do Memorando de Entendimento para a sua Startup? Permita liberdade para criação Lembre-se que o principal objetivo do conselho consultivo é propor melhorias e transformações em prol do negócio. Isso só é

O que é KYC e qual a importância para sua startup?

Toda organização precisa conhecer bem os seus clientes para conseguir crescer de maneira sustentável. Ao contrário do que muitos acreditam, a importância desse conhecimento vai muito além da parte comercial. Por isso, é essencial ater-se às práticas de KYC. A sigla se refere ao termo “Know Your Client”, que significa “Conheça seu Cliente”. O conceito propõe uma compreensão aprofundada sobre os consumidores, com foco na construção de uma relação mais transparente. Quer entender melhor o que é esse procedimento, como ele se relaciona à política de compliance e governança, além dos impactos que pode gerar à sua startup? Confira tudo o que você precisa saber sobre o tema a seguir.  Primeiro passo: O que significa KYC?  É importante ter em mente que o processo se refere a um conjunto de práticas e estratégias usadas pelas companhias para agrupar o maior volume possível de informações sobre seus clientes. O grande objetivo é avaliar o risco das escolhas desses compradores. A partir disso, a empresa consegue assegurar mais qualidade e segurança durante seu atendimento. Entre as possibilidades que o conceito oferece, destacam-se: Avaliar a aderência de determinados perfis aos produtos e serviços ofertados; Confirmar a identidade dos seus usuários e evitar falsidade ideológica; Identificar perfis fraudulentos; Analisar suspeitos de envolvimento em práticas de lavagem de dinheiro; Garantir que as fontes de renda do consumidor são legítimas; Entre outras. Como você pôde ver, o KYC é usado principalmente por indivíduos jurídicos expostos a crimes financeiros. Esse é o caso das grandes organizações, startups, fintechs, instituições financeiras, entre outras.  Na legislação brasileira, o procedimento é regulado pela Lei 9.613/98 (Art. 10º, que trata sobre a prevenção no uso do sistema financeiro para fins ilícitos) e pelo Normativo SARB 011/2013 da Febraban (a partir do Art. 13º).  Como o KYC se relaciona com a compliance e a governança corporativa  Como você verá a seguir, o KYC agrega inúmeras vantagens aos negócios. Contudo, o principal resultado da sua aplicação é o fortalecimento do compliance e da governança corporativa. Basicamente, a governança engloba todas as práticas necessárias para solidificar a empresa. O que alinha seus interesses aos de todos os stakeholders internos e externos, bem como aos dos órgãos de regulação e fiscalização. Já o compliance se refere à conformidade propriamente dita, tanto com a legislação, quanto com os regulamentos do negócio. Seu foco está na promoção de uma cultura transparente e ética, que visa adequar processos e prevenir riscos. Podemos dizer que, apesar de diferentes, os dois conceitos se completam. Afinal, juntos eles agregam mais confiança, responsabilidade e legalidade à gestão, favorecendo seu posicionamento no mercado. As políticas desses segmentos e podem envolver inúmeras ações. O KYC visa estruturar todas elas. Seu foco está na identificação das informações necessárias para garantir o cumprimento da lei sob a perspectiva de monitoramento dos consumidores. Acompanhe também: Entenda o que é ESG e o desafio de aplicar em startups Qual seu impacto na minha startup?  Conforme citado, entre os principais ganhos gerados pelo procedimento, está a conformidade da empresa com as normas e legislação, bem como o alinhamento de boas práticas entre seus stakeholders. A partir dessa questão de conformidade, a implementação do Know Your Client ainda gera outros benefícios estratégicos. Entre os principais, destacam-se:  Prevenção a riscos de vazamento de dados Por mais protegido que seja o banco de dados de uma empresa, sempre há riscos de fraude financeira, vazamentos de registros, transações ilícitas, entre outras ameaças que prejudicam as operações, comprometem o compliance e afetam a imagem do negócio. Mais que mitigar esses problemas, o KYC é voltado à sua prevenção. O foco está em monitorar a coleta de dados dos compradores e otimizar a análise de suas transações, cruzando informações e padrões que permitam agir de maneira preditiva contra vazamentos.  Confira também: Qual a importância do Memorando de Entendimento para a sua Startup? Otimização de lucros Por meio da supracitada análise de risco e sua prevenção, a corporação minimiza suas chances de prejuízos com fraudes e outras irregularidades. Inclusive, esses riscos deixam de ser repassados na forma de taxas e juros.  Dessa maneira, os lucros são otimizados. Afinal, ao mesmo tempo em que elimina desperdícios de recursos financeiros com situações irregulares. Mapeamento de nicho de clientes As práticas de KYC não são restritas à governança e ao compliance. Na verdade, entender as pessoas físicas que formam a base do empreendimento é essencial para guiar todas as suas ações. Isso vai desde o marketing, até o atendimento e vendas.  Com um perfil delimitado de novos consumidores, há mais assertividade para aprimorar as interações da marca, engajar o público, melhorar a qualidade de serviço, entre outras melhorias que contribuam para a retenção e fidelização da clientela. Leia também: As implicações jurídicas em torno das SPACs O KYC junto a lei de proteção geral de dados  É praticamente impossível negligenciar o papel da tecnologia com o KYC. Afinal, a automação hoje torna o processo mais rápido, assertivo e acessível. Após realizar a classificação de riscos, os sistemas automatizados apontam e detalham o grau de risco do usuário, apontando se é viável ou não liberar o acesso a determinados produtos. Além disso, o procedimento aliado às novas ferramentas permite mapear o perfil dos nichos de atuação com precisão. Assim, determina quais soluções se adequam às suas demandas e auxilia na definição de ofertas bem-sucedidas.  Apesar das inúmeras possibilidades, tanto para eliminar negociações de alto risco, quanto para otimizar a tomada de decisão, é fundamental lembrar-se que os dados tratados são de cunho pessoal e privativo. Sendo assim, é imprescindível que todos os processos ligados ao KYC estejam alinhados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei n° 13.709/2018), que é o principal marco regulatório sobre o tema.  Você também pode se interessar: Como elaborar uma Política de Cookies de acordo com a LGPD? Entre as suas determinações, cabe a elaboração de termos de uso claros, para que os indivíduos saibam exatamente como seus registros serão utilizados. Além disso, essas informações não podem ser coletadas ou compartilhadas sem

Qual a importância da governança corporativa para a empresa?

A necessidade de agregar mais transparência às práticas de gestão é crescente entre as empresas. Por isso, cada vez mais, o conceito de governança corporativa ganha o centro das discussões. Afinal, uma administração zelosa e responsável é essencial para que o negócio seja bem-visto no mercado, evite inconformidades e práticas de corrupção, bem como mantenha suas informações estratégicas em segurança, livre de vazamentos. Mas, o que é esse setor exatamente? Ela é equivalente ao compliance? Quais os benefícios de implementar seus princípios básicos? Como aplicar essa responsabilidade na minha startup? Descubra todos os detalhes a seguir! Boa leitura! O conceito de governança corporativa  A governança corporativa é reconhecida como uma ferramenta para solidificar a organização, alinhando seus interesses aos dos stakeholders e os conciliando aos dos órgãos regulatórios e fiscalizadores. Na medida em que uma companhia cresce, as funções administrativas deixam de ser concentradas apenas no dono. Quanto o negócio aumenta seu tamanho, maior é a presença de acionistas, gerentes, diretores, entre outras lideranças. Diante de tantas participações, a governança empresarial é necessária justamente para apontar a direção que a corporação deve seguir para alcançar os resultados pretendidos, sempre com transparência e legalidade. O Corporate Governance foi fundamentado a partir da Teoria da Agência, proposta na década de 70 pelos economistas Michael C. Jensen e William H. Meckling. Esse estudo é dedicado às relações entre “principais” e “agentes”. Nesse sentido, os primeiro conceito seriam os próprios donos do negócio, enquanto os segundos são os profissionais contratados para o gerenciamento. O papel do setor nesse contexto é garantir que o segundo grupo represente, de fato, os interesses do primeiro. Portanto, as práticas de governança corporativa envolvem planejamentos, estratégias, fiscalizações, análises e tudo mais que for necessário para equilibrar a geração de valor da organização com os interesses de suas partes. Governança corporativa e compliance são iguais?  Os dois conceitos são duas noções que sempre são postas lado a lado no universo empresarial. Entretanto, é importante destacar que esses procedimentos não são sinônimos, ainda que se relacionem. Primeiramente, compliance se refere à conformidade com a legislação e com os regulamentos internos e externos do negócio. Seu objetivo é promover uma cultura ética e transparente, voltada à prevenção de riscos e à adequação de processos. Já a governança corporativa lida com as relações entre todos os interessados pela companhia. Assim, mais que seguir as normas e leis, ela visa promover as práticas necessárias para que a companhia seja íntegra, bem-vista e longeva. Juntando os dois procedimentos, ambos conferem a organização maior conformidade e chances de sucesso no mercado.  Os benefícios da prática de governança corporativa  Quando tratamos sobre governança corporativa, os exemplos de benefícios são diversos. Afinal, o conceito propõe práticas de gestão mais eficientes e perenes. Entre suas vantagens mais significativas, destacam-se: Maior transparência frente ao mercado Quando o relacionamento entre os sócios, gestores, colaboradores, fornecedores e demais stakeholders é transparente, os objetivos e os rumos da sua tomada de decisão frente ao negócio também tornam-se mais claros. O resultado é a garantia de solidez e responsabilidade administrativa para a empresa, além de mais segurança perante inconformidades e más condutas. Livre de problemas gerenciais e escândalos.  Atrai novos investidores  É evidente que uma má reputação acaba afastando investidores. Isso porque, sem governança corporativa, a organização fica mais sujeita a uma administração ineficiente, corrupção, execuções, inconformidades, entre outros problemas. Em contrapartida, quando há solidez nos setores de liderança, é mais fácil atrair e conquistar a confiança de quem possui capital para investir na corporação.  Valorização de imagem frente a clientes Não são apenas os investidores e os stakeholders internos que são impactados pela governança corporativa. Companhias envolvidas em problemas, pouco confiáveis e que não prestam contas também são mal vistas pelos consumidores. Isso significa que a responsabilidade dos sócios e demais responsáveis também ajuda a valorizar a imagem da empresa. Portanto, adotar boas práticas corporativistas e mostrar-se confiável é essencial para posicionar-se frente aos clientes.  Como aplicar o procedimento em minha startup?  Agora que você já conhece os benefícios de investir nesse setor, saiba que sua implementação envolve diversas práticas. Todas elas variam conforme as particularidades de cada empreendimento. Entretanto, existem alguns elementos essenciais para garantir uma boa governança. Conhecê-los é fundamental para ter clareza sobre os melhores caminhos para promovê-la no seu negócio. São eles:  Manter registros e acompanhar o processo Primeiro você deve promover ações de controle para acompanhar todos os processos da sua organização. Isso vai desde reuniões de alinhamento entre os stakeholders, até a criação de códigos de conduta, auditorias e monitoramentos.  Todas essas medidas devem ser registradas e arquivadas. Junto dos balanços, projeções, memorandos e demais registros, essa documentação é essencial para prestar contas e agregar mais transparência entre os envolvidos.  Formar uma equipe consultiva Composto por até 5 profissionais de confiança, o conselho consultivo deve auxiliar a implementar e monitorar as ações de governança corporativa, conversando periodicamente com a direção para orientar nas tomadas de decisões. Esses indivíduos devem ter perfis distintos e ampla bagagem no ramo profissional. Seu papel é compartilhar experiências, orientar boas práticas e sugerir melhorias para que a corporação seja mais eficiente, relevante e transparente. Contar com a Koboldt  Implementar processos de acompanhamento, manter os registros em dia e selecionar uma equipe consultiva podem ser tarefas complexas, desafiadoras e repletas de atribuições. Por isso, faz toda a diferença contratar uma assessoria jurídica para lidar com tudo isso.Se você quer mais agilidade para efetivar sua governança corporativa e ainda contar com os associados mais experientes da área, conheça os serviços da Koboldt Advogados. Oferecemos soluções altamente qualificadas e alinhadas à realidade do seu negócio.

Entenda como funciona o direito de retirada dos sócios em uma empresa

A existência de uma sociedade pressupõe a colaboração de diferentes indivíduos em prol de interesses comuns. Contudo, cada pessoa possui suas próprias convicções e necessidades, o que muitas vezes leva um sócio a exercer o seu direito de retirada do negócio. Mesmo que a saída de empreendedores seja algo relativamente comum nos quadros das organizações, é fundamental conhecer suas previsões legais e ter plena atenção aos trâmites envolvidos. Afinal, este processo pode ocorrer por diferentes razões, inclusive por conflitos. Independentemente da motivação, cabe aos responsáveis pela empresa defender seus interesses para que ninguém seja prejudicado com a saída do sócio..  Para lhe ajudar a lidar com a questão da melhor maneira possível, preparamos este artigo completo sobre o tema. A seguir, entenda o que é o direito de retirada do sócio, como ele funciona e em quais situações é possível exercê-lo. O que é o direito de retirada?  A retirada de um sócio constitui direito essencial para os integrantes do quadro de uma sociedade limitada. Essa faculdade é prevista nas situações que os desagradam quanto ao tratamento dado à empresa. O direito de retirada de sócio do meio limitado é regido pelo Código Civil. Ele é geralmente motivado pela incorporação e fusão da corporação. Como a alteração do quadro societário tem implicações políticas e econômicas, as diretrizes para a saída devem ser claras. Em todos os casos, o retirante torna-se um credor da instituição. Isso porque, ele deve ser reembolsado por suas quotas. Isso pode equivaler ao valor líquido ou econômico, que precisa estar claro no estatuto. Como funciona o processo?  Além das situações previstas na legislação e no próprio contrato social da companhia, qualquer membro pode exercer o direito de retirada. Afinal, isso parte do preceito de que ninguém deve ser obrigado a permanecer associado com quem não deseja. A saída de sócio de sociedade limitada ou anônima é relativamente comum, mas pode envolver conflitos. Isso porque, é normal que ela seja motivada por desentendimentos entre acionistas, por desistência de cotistas, entre outros casos parecidos.  Nesse sentido, para entender como se opera o direito de retirada do sócio e evitar maiores problemas, tenha em mente que o processo e as responsabilidades dos participantes variam de acordo com a existência, ou não, de prazo de vencimento para a sociedade. Entenda: Com prazo determinado Quando a empresa é constituída com prazo predeterminado, o processo é mais complexo. O motivo é que, nesses casos, a legislação não permite a saída ou a dissolução da sociedade por mera notificação.  Nos empreendimentos com duração pré-definida, os investimentos e compromissos assumidos pelos participantes tendem a ser maiores e mais rígidos. Dessa maneira, a saída antes do período acordado muitas vezes prejudica a viabilidade do negócio.  Sendo assim, cabe ao retirante provar que há justa causa para a sua retirada do quadro. Inclusive, essa prova deve ser demonstrada ou constituída em via judicial, por meio de uma ação jurídica.  Com prazo indeterminado Em contrapartida, se a instituição foi constituída para durar por tempo indeterminado, ou seja, sem prazo de vencimento, então o direito de retirada pode ser exercido por meio da emissão de uma notificação prévia.  Basicamente, o excludente deve informar aos demais a sua intenção de sair da organização. A antecedência mínima para o aviso é de 60 dias. Ou seja, são contados 2 meses a partir da data do recebimento da notificação.  Como o objetivo é não surpreender os membros restantes com a mudança, o que poderia prejudicar as ações da empresa, o prazo supracitado deve constar na documentação. Só a partir desse período é que os efeitos do contrato passam a existir. Além disso, ao longo dos 30 dias seguintes à notificação, os demais sócios podem votar pela dissolução da sociedade. Essa é uma possibilidade prevista pelo Código Civil, que deve ser informada por meio de contranotificação ao retirante.  O sócio pode sair a qualquer momento de uma sociedade?  Conforme citamos anteriormente, nenhuma pessoa é obrigada a permanecer associada para sempre. Portanto, considerando que a maioria das companhias é constituída por tempo indeterminado, é possível exercer o direito de retirada a qualquer momento. A exceção é para as sociedades com prazo determinado, que exigem prova judicial de justa causa. Isso porque, elas já têm prazo pré-definido para serem encerradas e podem ter seus negócios prejudicados pela saída prévia de um participante.   Quanto aos valores a serem recebidos, imagine que uma sociedade limitada com prazo indeterminado é constituída por 3 associados. Cada participante possui 33% da empresa. Caso um deles queira sair, é preciso fazer uma apuração dos haveres do participante que está de saída. Para isso, será feita uma avaliação da companhia para identificar o seu valor. Consequentemente, será determinado quanto valem as cotas. Assim, é possível pagar a quantia exata dos 33% do capital social do retirante. Evidentemente, trata-se de um processo longo, com detalhes variáveis e que pode envolver interesses de diversas pessoas. Por isso, é fundamental contar com ajuda de especialistas para garantir que tudo seja feito com segurança, conformidade e alinhamento à legislação. Agora que você já conhece as particularidades do direito de retirada, garanta que a eventual saída de um sócio da sua empresa seja livre de dores de cabeça. A Koboldt Advogados é referência em assessoria jurídica e conta com um time completo para lhe atender. Clique aqui, conheça nossos serviços e descubra como podemos simplificar as suas demandas.