Tributário

Passo a passo prático para a legalização de empresas

Passo a passo prático para a legalização de empresas

A legalização de empresas é um tema que costuma gerar dúvidas e desafios entre os empreendedores, especialmente para aqueles que estão começando. Afinal, são diversas complexidades e burocracias envolvidas na regularização de um negócio. Elas ainda são agravadas pela necessidade de lidar com a elaboração do Contrato Social, que é uma tarefa difícil, mas vital para a estruturação empresarial.  Se você ainda sente incertezas e preocupações ligadas à abertura e registro de empresa, não se preocupe. Neste artigo, vamos elucidar os detalhes mais importantes sobre o assunto. Confira.  Desafios na legalização empresarial: entenda suas complexidades  Quando o assunto é legalização de empresas, não é novidade que estamos em um país extremamente burocrático.  Desde o processo de abertura, até a tributação e as questões trabalhistas, são diversas regras complexas e processos demorados a serem atendidos para manter um negócio regular e em dia com a legislação. Além disso, um dos primeiros obstáculos é a elaboração do Contrato Social. Ele requer decisões importantes, como a estrutura societária, definição do capital social, inclusão de cláusulas detalhadas e registro na Junta Comercial do estado. Obter as licenças e alvarás necessários é outro desafio. Isso pode variar conforme o tipo e localização da empresa. Em todo caso, é essencial garantir que todas as licenças sejam obtidas para assegurar plena conformidade com as regulamentações locais. Em linhas gerais, podemos dizer que a regularização de empresas envolve as seguintes etapas básicas: Elaboração do Contrato Social; Definição da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE); Obtenção do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) junto à Receita Federal; Realização do registro na Junta Comercial ou Cartório; Obtenção da Inscrição Estadual; Licenciamento nos devidos órgãos reguladores (sanitários, ambientais, entre outros); Retirada do alvará de localização e funcionamento; Registro no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Além de ser um processo longo e repleto de complexidades, a abertura de empresa ainda fica sujeita à demora dos órgãos responsáveis e aos riscos de erros na documentação, que geram atrasos e prejuízos ainda maiores. Isso sem falar que, uma vez regularizado, o negócio ainda precisa ater-se à regularidade dos registros financeiros, ao recolhimento de tributos, às obrigações acessórias, às exigências trabalhistas e fiscais, entre outros desafios legais. Leia também: Cenário do empreendedorismo no Brasil: dicas para abrir startup Estratégias de regularização empresarial da Koboldt: simplificando seus processos  Como você pôde ver, a abertura e legalização de empresas, bem como a manutenção da sua conformidade, podem ser demandas extremamente desafiadoras. Sem ter domínio sobre o processo, você perde tempo e dinheiro tentando atender às exigências dos órgãos responsáveis. Além disso, arrisca cometer erros capazes de prejudicar a eficiência, a regularidade e a própria credibilidade das suas atividades empresariais.  Diante desse desafio, faz toda a diferença contratar um bom serviço de assessoria jurídica. Com o apoio de advogados especializados, você garante toda a assertividade, agilidade e tranquilidade que precisa para começar a sua jornada empreendedora livre de problemas. Referência na área, a Koboldt Advogados atua para manter as questões legais do seu negócio em dia, zelando sempre pelos seus melhores interesses. Nós acompanhamos e orientamos você em todas as questões legais necessárias para formar e manter sua empresa. Desde a formalização da ideia, passando pela constituição do negócio, até o apoio nas obrigações recorrentes e mesmo na preparação para investimentos externos, nosso foco é garantir que você se adeque, simplifique e domine cada complexidade legal. Contrato social: entenda o fundamento legal para empresas  O Contrato Social é certamente o documento mais importante para a fundação e legalização de empresas. Trata-se de um documento que precisa ser elaborado antes mesmo da emissão do CNPJ e que, junto dele, serve para comprovar a existência do negócio. Para isso, o contrato deve ser registrado na Junta Comercial do estado. Mais que um requisito para a abertura de uma organização, o Contrato Social estabelece todas as bases e os termos para a sua operação.  Isso inclui detalhes sobre sua estrutura, capital social, responsabilidades dos sócios, tipo de sociedade, entre outras informações essenciais. Ou seja, ele funciona como um acordo formal que define as regras internas e externas da empresa.  Além dessas definições básicas, o documento normalmente costuma ser usado em cadastros de fornecedores ou clientes. O mesmo vale para qualquer outro tipo de relação formal, como participações em licitações, obtenção de investimentos, aberturas de contas bancárias, etc. Portanto, o Contrato Social é um dos pilares centrais na legalização de empresas. Afinal, ele fornece transparência, estabelece a estrutura legal do negócio e protege os interesses de todas as partes envolvidas, incluindo sócios e autoridades governamentais.  Considerando a importância desse documento, também é imprescindível contar com uma boa assessoria jurídica para elaborá-lo.  Atenta às expectativas de cada empreendedor e às demandas próprias de cada empresa, a Koboldt Advogados emprega sua expertise em contratos empresariais para oferecer suporte integral na elaboração, revisão e gestão do Contrato Social. Leia também: Como estruturar um contrato de locação comercial? Compliance empresarial, saiba como funciona na prática Seria impossível tratar sobre legalização de empresas sem abordar a necessidade de compliance empresarial. Afinal, ele se refere à conformidade do negócio. Ou seja, à sua necessidade de atuar de acordo com leis, regulamentos e normas aplicáveis ao seu setor de atuação. Portanto, trata-se de um requisito essencial para o desempenho legal e ético de uma organização. Mais que garantir a regularidade e evitar penalidades, o compliance é vital para o prestígio de qualquer empreendimento perante seus clientes, investidores, parceiros e demais stakeholders. Sendo assim, uma boa assessoria jurídica também deve atuar de forma abrangente para assegurar a conformidade das operações.  Isso significa assegurar que a empresa siga todas as regras desde sua legalização, garantindo boas relações entre sócios e partes interessadas, o cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas, regularidade digital, proteção da propriedade intelectual, e assim por diante. Essas e outras demandas legais são vitais para o negócio operar de forma ética, evitando problemas legais, mantendo sua reputação e criando melhores condições de sucesso. As soluções da Koboldt Advogados também abrangem esses compromissos. Nossa missão é garantir sua

Como se defender de uma execução fiscal?

Compreender o que é execução fiscal e quais são as suas possibilidades de defesa é fundamental para você garantir a sua conformidade tributária. Afinal, ela ocorre quando o fisco entende que você ou sua empresa são devedores e têm obrigações a serem cobradas.  Caso seja reconhecida uma dívida ativa, o processo pode levar ao bloqueio de contas ou até ao leilão de bens. Por isso, é imprescindível conhecer as particularidades do procedimento legal e saber como agir diante desse tipo de situação.  Para lhe ajudar, preparamos este artigo para esclarecer como é feita a defesa da execução fiscal, o que fazer ao receber a citação e quais são as previsões de cobrança. Acompanhe e descubra os detalhes mais importantes que você precisa saber sobre o tema.  O que é a ação de execução fiscal tributária?  Uma ação de execução fiscal serve para que o Estado possa cobrar dívidas ativas de seus devedores. Trata-se de um processo utilizado como última alternativa do Governo (municipal, estadual ou federal) para a cobrança de créditos devidos por pessoas físicas ou jurídicas.  Uma execução fiscal de dívida ativa se refere a todo valor ou encargo não quitado junto à Fazenda Pública. Basicamente, são despesas que os indivíduos ou empresas têm com impostos, taxas, contribuições, indenizações ou multas, por exemplo. Portanto, sempre que houver algum passivo ligado a um tributo não pago, o órgão federal pode entrar como uma ação judicial de execução fiscal tributária e cobrá-la por meio da expropriação dos bens de quem deve. O instrumento que rege o tema é a Lei nº 6.830, de 1980, conhecida como LEF (Lei da Execução Fiscal). Subsidiariamente, o Código de Processo Civil também suplementa as previsões para a execução da dívida ativa.  O que fazer quando receber a citação?  O instrumento de citação serve para informar uma pessoa física ou jurídica que ela está fazendo parte de um processo judicial. Portanto, é ao ser citado que você toma conhecimento do processo e precisa estipular o que é executado na ação.  Se você receber uma carta de citação, antes de tudo, procure um advogado de confiança. Afinal, só um profissional especializado saberá como proceder para analisar a cobrança e providenciar as medidas mais adequadas de defesa.  Como você verá adiante neste artigo, há diferentes formas de quitar a dívida ativa e de defender-se. Por mais que seja importante conhecer todas elas, só o conhecimento de um profissional na área garante que a tramitação processual ocorra da melhor maneira possível. Como é feita a cobrança? Assim que o débito é reconhecido como uma dívida ativa, o Estado deve notificar o devedor para que ele efetue o pagamento. Isso é feito em âmbito administrativo, antes da execução fiscal.  Depois de 90 dias, caso o devedor não realize o pagamento, a Fazenda Pública pode entrar com processo no Poder Judiciário e dar início à execução. Ao ser citado na ação judicial, o executado tem 5 dias para tomar duas possíveis medidas: Pagar a dívida ativa e seus respectivos encargos. Inclusive, essa despesa judicial pode ser parcelada; Nomear seus bens para penhora. São eles que garantem a execução e devem ter valor equivalente ao débito. De acordo com o artigo 11 da Lei nº 6.830 (LEF), os bens devem ser penhorados durante a execução fiscal respeitando a seguinte ordem:  Dinheiro; Título de crédito ou de dívida pública; Metais e pedras preciosas; Bens imobiliários; Aeronaves e navios; Veículos; Móveis e semoventes; Ações e direitos.  Depois que os materiais são nomeados para a garantia da cobrança, um prazo de 30 dias é aberto para os embargos à execução fiscal de penhora, que consiste no procedimento de defesa garantido ao devedor.  Mas afinal, se a dívida não for quitada após o prazo de 5 dias da citação ou se eu não tiver bens para penhorar, o que acontece? Duas consequências podem ocorrer caso você ou sua empresa não respeitem as determinações da legislação nesses casos. São elas: Bloqueio de conta O termo execução fiscal é utilizado porque o Poder Judiciário pode executar judicialmente a dívida ativa do devedor caso ele não a pague ao final do processo. Isso é feito ao retirar do seu patrimônio a quantia equivalente suficiente para que o débito seja saldado.  Nesse sentido, uma das medidas mais recorrentes é o bloqueio das contas. Quando isso acontece, o juiz envia uma ordem judicial ao banco, determinando que ele bloqueie certo valor depositado pelo devedor na instituição.  Leilão de imóvel Muitas vezes, a execução fiscal é ligada a dívidas oriundas de bens imobiliários, como IPTU ou ITR, por exemplo. Nesses casos, o imóvel pode ir a leilão. Isso é extremamente desvantajoso para o devedor, pois a avaliação judicial tende a subavaliar a propriedade.  Além disso, se não houverem interessados na primeira tentativa de venda, o bem pode ser vendido pela metade do valor da sua avaliação. Inclusive, nesse tipo de dívida, não há garantias contra a realização do leilão mesmo que o imóvel seja o único da família. Como se defender da ação?  Como você pôde ver, a execução fiscal tem prazo para embargos, que é o período em que o devedor pode apresentar a sua defesa. Dependendo da análise do advogado, também é possível defender-se por meio da Execução de Pré-Executividade. Entenda cada situação: Embargos à Execução Fiscal Conforme citamos anteriormente, o prazo de 30 dias é aberto para a defesa do devedor após a nomeação dos bens para a garantia da dívida. Ou seja, trata-se do principal método de defesa nas ações desse tipo.  Diferentes alegações e meios de prova podem ser adotadas para tentar confirmar que não há pagamentos devidos. Isso ocorre por meio de outro processo autônomo, que visa declarar a ilegalidade da cobrança e desconstituí-la.  O advogado nesses casos pode optar por diferentes procedimentos. Um exemplo é a perícia contábil dos livros corporativos para reverter o fato gerador. Outro seria a demonstração de contratos para provar que a operação foi feita de maneira diferente da interpretada pelo Fisco. Execução de Pré-Executividade Por sua vez, a Execução